Arquivo da categoria: EXPERÊNCIA DE VIDA

Onde foi parar a fita K7?


Não dá pra imaginar o mundo antes da fita K7. Me lembro um dia que meu pai herdou um gravador de rolo, era um tesouro e um trambolho. Depois esse rolo virou um carretel pequeno, facilmente transportado e customizado. Editar as próprias músicas, gravar as pessoas e poder transportar isso com vc pra todo canto foi revolucionário.

Os primeiros gravadores e as fita K7 foram criado pela Philips mas foi a Sony que surpreendeu, no final dos anos 70, com o walkman. Meu primeiro walkman, da Sony, ganhei de um namorado que o pai dele havia trazido do Japão, foi  dos presentes mais incríveis que já tinha ganho, era portátil, podia customizar as músicas e tinha um fone de ouvido revolucionário. Aquele foi o início do som individual precursor dos Ipods da vida, (e hoje não conseguimos nos imaginar sem eles).

Perguntei pra alguns amigos e muitos ainda guardam com carinho as relíquias dos seus K7s pessoais, mas nunca mais as ouviram e nem sabem se ainda funcionam.


Outro dia, no bazar Ser Sustentável com Estilo da @chiaragadaleta, me apaixonei por uma bolsa, feita em tear, com fita k7, meu saudosismo atacou e não resisti.

Mas, o que mais me intriga é imaginar o conteúdo das informações que tem dentro dessas fibras, música, uma gravação de uma festa, a voz de uma criança ou um mapa astral?

Qual o segredo guardado dentro desse tecido sintético feito em tear manual. Olho pra ela e penso lixo ou luxo? A customização da informação gravada em uma fita magnética, que já foi de alta tecnologia, foi trabalhada como uma fio natural.

Seja qual for a resposta vou passear por aí com essas informações incógnitas.

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Arquivado em ARTE, CUSTOMIZAÇÃO, EXPERÊNCIA DE VIDA, GLAMOUR, MEUS LOOKS, VIAJEI

Cinderela adolescente


Aos 3 anos de idade Lih cortou o cabelo pela primeira vez (na época no SoHo), nas mãozinhas carregava a cinderela, uma escovinha de cabelo e um mundo de fantasia.

Nesses quinze anos ela, muitas vezes, precisou de muita fantasia pra suportar a realidade, amadurecer não foi fácil, mas sempre com um sorriso, bom humor e os olhinhos de mangá

hoje, como um passe de mágica a realidade se tornou a sonhada fantasia ela trocou  cinderela por banda de Rock e Walt Disney  por  Tim Burton. Parabéns Lih, por viver  intensamente e se tornas essa linda Diva

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A História da Mãe de Francisco


Parto Normal depois de 3 cesáreas

Mesmo depois do nascimento do 3º filho ela não sentia que tinha parido.

Na quarta gestação ela se preparou de dentro pra fora e acreditou que era capaz de ter um bebe de parto normal (no hospital) mesmo depois da 3ª cesárea.

Homenagem do Movimento de Resgate da Essência do Feminino – Mães da Pátria à Larissa que acreditou que era capaz e resgatou seu instinto.

Valeu Larissa, em ter postado o vídeo com sua história e encorajar muitas mulheres a confiar que esse sonho é possível! Me emocionou, obrigada.

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A Marieta pariu em casa


Marieta com Gigi 2 meses de idade

Conheci a Marieta num encontro de parteiras tradicionais em Brasilia, ela teve a Gigi em casa com o marido, uma parteira e uma doula ( acompanha e cuida da gestante, faz massagem, chás, banhos antes e depois do parto). Convidei a Marieta pra dar um depoimento:

“Durante a gravidez, optei por ter minha filha em casa. Eu sabia, no fundo, que se fosse pro hospital, as chances de ter uma cesárea eram enormes. Por essa e por várias outras razões, decidi procurar uma parteira e me preparar para essa aventura.

Eu queria parir a minha filha, não queria que ninguém fizesse isso por mim.

Li muito, estudei, me informei e ganhei confiança no meu corpo e na minha capacidade de parir. Eu não queria anestesia, oxitocina, episiotomia, epidural, soro, bisturi… não queria nada disso.

Queria sentir o instinto primitivo da mãe que dá a luz e amamenta seu filhote. Eu queria viver esse momento verdadeiramente, consciente e lúcida.

Eu costumo dizer que, hoje em dia, para ter seu filho de forma natural, é preciso lutar muito. E eu lutei.

Primeiro para convencer a minha mãe de que eu não estava completamente louca e que um parto em casa é seguro, sim, senhor. Depois tive que ter muita paciência ao escutar inúmeros comentários absurdos, grosseiros e desrespeitosos.

Eu não falei pra quase ninguém, poucas pessoas sabiam dos meus planos. Eu preferia não falar pra evitar o desgaste, pra evitar o estresse. Até porque as pessoas sempre acham que sabem o que é melhor pra você. Mas, tudo bem. Segui com meus planos até o final.

Me preparei fisicamente, psicologicamente, espiritualmente.

Fiquei vinte e duas horas em trabalho de parto e pari a minha filha em casa, ao lado da cama onde ela foi gerada, de cócoras, com a ajuda do meu marido, de uma parteira, de uma doula e sob os olhares carinhosos de minha mãe.

Foi simplesmente a experiência mais linda e enriquecedora da minha vida. E o melhor de tudo: foi o dia em que conheci Gigi, minha florzinha mais amada do mundo! Salve, salve, Gigi!!!”

Salve, salve Marieta uma verdadeira mulher, heroína da sua própria história. Marieta e Paloma fazem parte do meu projeto pessoal Mães da Pátria, Resgate da Essência do Feminino através das Parteiras que conta histórias de “mulheres de verdade” conectadas com o feminino.

Gigi, Marieta e a Paloma que esteve com elas durante o parto

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Homenagem a Jay Colton


Jay Colton, fotógrafo premiado, editor da revista TIME americana por 20 anos, professor no ICP de New York e Universidades de Rochester e Vermont, teve um enfarte fulminante dia 18/09/2010, enquanto analisava o portfólio de um fotógrafo no Paraty em Foco.

Conheci Jay no ano passado, ele foi o co-fundador e curador do SP Photo Fest no MIS, organizado pelo Luiz Marinho. Eu participei de 3 workshops: fotografia com a Amy Arbus e a Scout Tufankjian, edição do Jay Colton. Com a Scout Tufankjian (fotógrafa que cobriu a campanha de Barack Obama) fomos fotografar no metro e no centro da cidade,

Foto de Bia Fioretti tirada no workshop da Scout Tufankjian. Essa imagem abriu o filme criado por Jay Colton na edição final das fotos do festival

Todos os  arquivos de fotos produzidas nos workshops do SP Photo Fest foram para aula de Edição de Imagem com o Jay . A dinâmica que ele propôs é a mesma que ele usava na revista e pra um diretora de arte e fotógrafa compulsiva, como eu, foi muiiiiiiiiiiito legal, bem prática pro dia-a-dia na agência.

workshop de edição com Jay Calton

Na seleção para o evento também inscrevi o meu portfólio de fotos do femininoMães da Pátria Resgate da Essência do Feminino Através das Parteiras”, fui selecionada para 2 leituras,  a  Scout e o Jay , coincidentemente (apesar do grande time de fotógrafos do evento era com eles que eu identificava meu trabalho).

Ter o trabalho analisado é uma experiência viceral, vc tem q tá aberto pra ouvir tudo. A Scout fez comentário sobre técnicas, o Jay elogiou os retratos e me mostrou uma visão complementar, ele disse que os rostos das parteiras eram tão interessantes que ele queria ver mais a respeito do universo que elas vivem, suas casas e modos de vida, o ambiente precisava contar uma história independente da presença humana na imagem. Realmente esse comentário agregou muita coisa no meu trabalho.

olha eu no mural clickada pelo Jay, essa foi uma obra que ele criou com todos do SP Photo Fest

Jay Colton era um crítico apaixonado pelo seu trabalho, de um respeito impar com a fotografia e as pessoas que se dedicam a ela. Apesar dele ter deixado muitos dos seus projetos pessoais sem conclusão, tenho certeza que ele colaborou com muitos fotógrafos a concluírem centenas de projetos e seus conselhos seguirão conosco.

Obrigada Jay Colton

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Pachamama – a grande Deusa


ícone da Pachamama é representada pela renovação, parindo um mundo novo.

1º de agosto, hoje é o dia da Pachamana.

Para os andinos é a mãe Terra. Palavra do quíchua, língua dos índios peruanos, mas Pachamana é mais do que uma palavra, significa viver em harmonia total com o planeta.

Pacha = universo, mundo, lugar, tempo / Mama= mãe / Pachamama = a abundância de tudo

É a fonte, é abundância, é renascimento do planeta. É a vida, as estações do ano, a fecundidade, os ciclos morte e renascimento – Pachamama é a semente, É parir a si mesmo, a continuidade da vida

Conectar-se com a grande mãe é se conectar com a abundância da vida

As montanhas do Himalaia representam a irradiação magnética do masculino, enquanto qua a Cordilheira dos Andes é o polo do feminino.

Segundo os Andinos, uma das mudanças previstas pra 2012 é completar a troca da polaridade da energia do planeta. Até poucos anos o planeta foi regido pela energia  masculina localizada no Himalaia, que favorecia o desenvolvimento da razão,  tecnologia e ciência, essa força agora,  está sendo levada apara um 2º plano. A gora desperta nos Andes uma fonte  feminina, o planeta não estará com seu foco em conquistas do desenvolvimento racional e sim dará o lugar à energia de social de proteção. 

O planeta passará ser regido pela energia de transformação e germinação. Pachamama é a mãe dos homens, ela amadurece os frutos, multiplica o ganho, acaba com as pragas e traz sorte aos lares.

Isso não é uma questão de genero entre homens e mulheres, as mulheres não serão melhores que homens ou vice-versa,  é uma energia da preservação, do cuidado com o planeta e com as pessoas. O desenvolvimento tecnológico será para proteger, reciclar, transformar  e não destruir o meio ambiente.

Será que isso já não começou?

Os andinos fazem oferendas, milho, comida cozida, folha de coca, tabaco, cerveja, doces enterrados enterrados perto de casa.

Diz a lenda que Pachamama é uma velha senhora, e quem a vê retorna aos Andes.

Senti a presença dela enquanto debulhava o milho, nessa foto em uma feira livre, em Otavalo no Ecuador ! O que você acha?

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CONTATO COM MANDELA


museu do Apartheid

Hoje dia 05 de dezembro de 2013 me sinto emocionada por viver na mesma época que viveu Nelson Mandela, um homem que lutou para mudar seu país e acabou mudando o mundo.

(esse post é minha forma de contribuir com as homenagens ao iluminado Nelson Mandela, obrigada Madiba!!!!!)

Ao passar por Cape Town, vc pode se apaixonar pelas belezas geográficas da cidade ou se impressionar com a história de escravidão e discriminação racial que eles viveram até pouco tempo atrás.

Só é possível sentir o peso da história que foi esse período se vc tiver estomago pra visitar Robben Island , agora tombada, e sentir a presença de Nelson Rolihlahla Mandela, que ficou preso durante 26 anos, por ser ativista político e o principal responsável pelo fim da segregação social, que dividiu a população em brancos, negros e indianos


A ilha, teve uma vila habitada com casas, igreja, mesquita, escolas, depois foi usada como descarte de leprosos, que eram abandonados aqui ao vento e frio. A partir da 2º Guerra, passou a ser penitenciária, masculina para negros, criminosos comuns da África do Sul e alguns países vizinhos e prisioneiros políticos.

o mar entre Robben Island e Cape Town, Table Mountain

A vista é privilegiada para Table Moutain, a cidade aparece até relativamente perto, mas a água é tão gelada que é suicídio, para um ser humano, mergulhar nesse mar, ele morreria de hipotermia em alguns minutos, só os pingüins andam livremente entre a praia e o mar.

Durante o dia os prisioneiros quebravam pedras ao ar livre, 365 dias por ano, chuva ou sol, inverno ou verão, usavam uma gruta como banheiro. Vc pode imaginar todos os presos usando uma gruta sem nunca limpa-la? Os brancos tinham verdadeiro horror e nojo naquele lugar, então quando os presos perceberam isso, passaram a usar a gruta como sala de conferência, era o único lugar que podiam ficar sozinhos, deixavam mensagens nas paredes, muitas das decisões que estão na atual constituição foram tomas lá dentro. As pedras no centro simbolizam as várias cores das pessoas que passaram por aqui. Esse lugar reflete tanta luz que as pessoas ficam cegas.

Os setores da prisão são separadas por categorias de presos, religião e raça.

cela que Nelson Mandela passou 8 anos

É incrível sentir a dor e o frio do silêncio dessa ilha. Como suportar tanto tempo dormindo no chão de cimento?

O alarme na porta, as lágrimas da parede, as cicatrizes dos travesseiros, as manchas nos tecidos, estampam sutilmente a dor e o isolamento dos presos políticos que almejavam apenas a igualdade de direitos humanos.

Entre uma catarse e outra, imaginei que apenas os fios de cabelo, as sujeiras e os excrementos podiam se libertar de seus corpos e fugir pelos esgotos.

Sem família, sem cartas, sem jornais, só o profundo isolamento. A meta de cada um era superar o frio, os reumatismos, as pneumonias e as diarréias as dores de cabeça, os choques elétricos de cada dia e sobreviver.

o caminho da liberdade

Foi também superando todos outros homens que Nelson Mandela sobreviveu e perdoou seus 26 anos passados em Robben Island. A superação humana e o perdão se tornou uma bandeira de paz e liberdade, que pode ser vista no filme Invictus de Kenneth Turan. Aqui, hoje, véspera da Copa do Mundo, depois de várias campanhas na TV sobre como ser gentil e respeitar a união entre os povos, todos procuram, ser simpáticos, pelo menos formalmente, quando te cumprimentar socialmente na rua.

a saída da ilha

Passar a tarde em Robben Island, a princípio me apavorou, depois saí daqui com esse sentimento de perdão e de superação dos limites, da paciência de poder esperar o momento certo pra conseguir melhorar o mundo.

“O perdão liberta o coração. A reconciliação limpa o medo por isso é uma arma tão poderosa, …temos que surpreender com compaixão e generosidade”.

Nelson Mandela

Mandela, “passou 67 anos de sua vida se dedicando ativamente a promover e conseguir a mudança social” e por causa disso, a Fundação Nelson Mandela, de Johannesburgo, sugere qua, anualmente, no dia 18 de julho “As pessoas dediquem simbolicamente pelo menos 67 minutos de seu tempo para servir suas comunidades em qualquer coisa que quiserem”. É uma boa iniciativa!

sombras, reflexos e desejos de me inspirar na sua perseverança e paciência

Bia Fioretti, repete o discurso de liberdade e igualdade, das últimas semanas, essa foi a mensagem que eu levei para a Africa do Sul (fui pra lá falar da universalidade dos sentimentos entre as parteiras de todo mundo) e trouxe de volta para o Brasil, um discurso ainda maior, de iguladade entre todas as pessoas no mundo.

 Obrigada Madiba por esse encontro e por essa lição de desapego e liberdade de alma.


WHILE WE WILL NOT FORGET
THE BRUTALITY OF APARTHEID
WE WILL NOT WANT
ROBBEN ISLAND
TO BE A MONUMENT
OF OUR HARDSHIP
AND SUFFERING
WE WOULD WANT IT
TO BE A TRIUNPH
OF THE HUMAN SPIRIT
AGAINST THE FORCES OSF EVIL
A TRIUNPH OF WISDOM
AND LARGENESS OF SPIRIT
AGAINST SMALL MINDS
AS PETTINESS
A TRINPH OF COURAGE
AND DETERMINATION
OVER HUMAN FRAILTY
AND WEAKNESS

Ahmed Kathrada 1993


192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU escolheram o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela, assim o dia do aniversário do ex-presidente sul-africano é comemorado Dia Internacional do Ativismo.

Essa é uma forma de recompensar Madiba que dedicou sua vida às causas que a ONU defende na conduta sobre os conflitos inter-raciais, pelos direitos humanos e a defesa entre a igualdade dos sexos



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Arquivado em AVENTURA, África do Sul, EXPERÊNCIA DE VIDA, IMPERDÍVEL, INESQUECÍEL, VIAJEI