Vida de Garupa

Depois de ter fotografado 1.000 mães amamentando em Santos,  que tal fotografar 10.000 motocicletas juntas em Minas Gerais?

Um grupo motociclistas que adoravam Harley Davidson foram incentivados por um homem conhecido por Berg e escolheram Tiradentes como ponto de encontro para os amigos que vinham do Rio, Belo Horizonte e São Paulo. Esse encontro se tornou o clássico do clássico já que ter uma Harley é um ícone

O que começou com um grupo de 35 amigos em 1991, no ano seguinte já eram mais de 200 motos e hoje, 17 anos depois, já chega há 10.000 motos e 25 mil pessoas, sempre no último final de semana de junho.

nada melhor que passar a viagem com uma câmera na mão

Quinta- feira, nos encontramos no posto da Trabalhadores às 8:30 da manhã, o maior frio e eu com uma gripe danada. Eu poderia ter ido de carro com as mulheres de alguns amigos, mas do que vale uma viagem de moto se não enfrentar a garupa, faça chuva ou faça sol?

muitos pedágios na Trabalhadores e Dutra

No início da viagem estava muito frio pra mim. A Dutra é sempre muito tensa: caminhões, transito, mas ao entrar em Canas ( perto de Cachoeira Paulista) a viagem fica linda

Cruzar a Serra da Mantiqueira é maravilhoso, a estrada estava ótima, vazia, o asfalto sem buracos, o dia lindo e a temperatura começou a esquentar.

essa é minha parte favorita da viagem

Ser garupa normalmente é um papel bem feminino, (ainda não vi o inverso), tenho duas amigas que pilotam suas Harleys, acho o máximo mas não tenho esse pique. Adoro estar atrás, sentir o vento no rosto, vários cheiros diferentes, perceber o movimento do sol, adoro observar as sombras da moto projetada na paisagem.

Nós atravessamos várias cidadezinhas, todo mundo sai na janela pra ver o comboio, as crianças dão tchauzinho, os homens brindam com um copo de cerveja na mão, alguma mulheres olham de lado desejando estar também numa garupa.


Andar de motocicleta tem um “Q” de potência, de virilidade e de desafio, estar sendo guiada é uma experiência de papéis bem definidos do masculinos e feminino. Mesmo eu que  trabalho, me sustento e sou independente, gosto muito de estar sendo guiada e não ter que me preocupar. (É apenas uma manifestação do ser feminino).

A chegada a Tiradentes é junto com o cair da tarde, ficamos na pousada de charme Alforria, o Valério sempre nos recebe com chá de Erva cidreira natural e biscoitinhos caseiros. Nós ainda estávamos cheirando a gasolina, tomamos o chá quentinho tiramos as roupas de couro e a recompensa com um banho . Depois o encontro é no escrtório, apelido do bar Conto de Reis” pra tomar cachaça de Salinas.

A cidade fica lotada, as pousada são reservadas com 1 ano de antecedência, muitos estandes, badalação e o melhor são os ótimos restaurantes, bem requintados. Tiradentes é um dos pontos gastronômicos do país, vale a pena ir  pra lá, tem opções para todos os gostos. A arte e o artesanato são preciosos também, imperdível é a ida a Bichinho comer a comidinha mineira do restaurante da Angela também, lá foi o lugar que começou a Oficina de Agosto.


2 Comentários

Arquivado em AVENTURA, EXPERÊNCIA DE VIDA, GLAMOUR, INESQUECÍEL, masculino e feminino, NEM TE CONTO!, RODAR O MUNDO, VIAJEI

2 Respostas para “Vida de Garupa

  1. Lenira

    Bia, parabéns! Sua vida me parece muito mais interessante e bem vivida agora! (A gente se conhece há 16 anos!!!) Beijo enorme, querida!

  2. danilo

    parabens pelo blog e pelas fotos e texto!
    a vida de motociclista eh maravilhosa!

    abraço:Xarope Vazamento M.C Itu/SP

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