Arquivo da categoria: DEUSA DO FEMININO

as mulheres que me serviram de exemplo, as sábias que são refeência, a avó árvore da Pocahontas

Dois de fevereiro, dia de Iemanjá


Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá

Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar

Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar

O presente que eu mandei pra ela

De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou

Olinda, 2008, parteiras fazendo uma oferenda a Iemanjá na abertura ecumenica do Congresso Cais do Parto

texto: Dorival Caymi,  fotos: Bia FIoretti

 
 
 

Afinal que o dia dela chegou

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Dia de Vênus



Acordar no domingo as 6:00 da manha, só por um bom motivo

Recebi um convite de amigas super queridas pra participar de uma corrida pelas ruas da cidade, depois da inscrição, boletos bancários, filas pra pegar o kit, nos encontramos hoje cedo na porta do Jockey Club: a Denise, Dominique, D. Penha, Denise, Wal e eu.

2011 Circuito Venus (homenagem a Deusa da beleza e amor), a maior corrida brasileira exclusiva só pra mulheres, além da corrida mil atividades por dois dias: yoga, pilates, manicure, massagens. “Programa super mulherezinha”.

Dá pra imaginar 2500 mulheres correndo, caminhando…. a turma da direita (a que tá subindo) são corredoras “profissas”, a turma da esquerda está um tanto a passeio e no bate papo. Onde é que eu tava?

Foi tudo bem pensado, água, isotônico, frutinhas, e pra atender a mulherada tinha banheiro pelo caminho, com direito a fila e tudo, “o povo num guenta mesmo”

A reta final é sempre empolgante e o blá, blá, blá da mulherada, na saída da prova, era que Daniela Cicarelli havia completado a prova em 25 min, blá, blá.

E como tudo termina em festa, camisetas, medalha, pingente de cristal, carinho das amigas e muita endorfina pra levar pra casa.

Um ship foi amarrado no tenis pra marcar o tempo da prova que foi informado por SMS no meu celular logo que acabou a prova (48 minutos). VALEU!

 

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A rainha do Samba é Oxum, a orixá da fertilidade


 

Manha pré carnavalesca com o Workshop de Samba, pra blogueiras organizado pela @lilianeferrari na Pulsarte, com a Solange Ferreira, rainha de bateria da Vai Vai por 7 anos.


 

A aula foi uma delícia, super didática,  ainda mais quando ela nos apresentou uma aluna muito especial, a Kanae, uma japonesinha de Osaka que depois de tanto vir ao Brasil pro Carnaval, decidiu entrar no samba e escolheu a Solange como professora, ela mudou de país e com seu corpo escultural desfila como passista da X9.  Solange afirma que todo mundo pode sambar e que uma aula queima 600 calorias,( Kanae que o diga, segundo ela tem tendências pra engordar.)

A Solange me contou que a palavra Samba significa brincadeira, brincar com o corpo, soltar o quadril com liberdade e tem como orixá Oxum.  A dança de Oxum é mímica da mulher faceira que se  embeleza e exibe os colares,  faz barulho com as pulseiras de cobre é vaidosa, sorri diante do espelho e é  feliz, e sedutora.

Oxum, rebola mexe os quadris, orixá das águas, é a deusa da fecundidade e da criação.  As mulheres pedem pra ela quando desejam ter filhos, ela também ajuda nos partos. Orixá da fecundidade, revive as deusas lunares de várias mitologias, que simbolizam a terra-mãe. (Todos os ingredientes que adoro: feminino, tradição e ritual.)

Ao invés de rasgar a fantasia a Kanae vai é tirar o kimono e já tá a ponto cair na folia.

Depois de todas essa historia deu mais vontade ainda de aprender a sambar, a Solange vai dar 2 workhopos antes do Carnaval na Pulsarte. E pra quem tiver vontade de se aprofundar no tema,  ela dá um curso regular de dança afro, aos sábados.

 

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Maria, parteira do próprio filho


A celebração do Natal (independente do aspecto religioso) é um período que se comemora um nascimento natural. Uma mulher que deu a luz  estando só, onde foi respeitado as forças da natureza, depois esse nascimento foi abençoado e brindado por reis e por astros.

Baltazar, árabe, levou incenso simbolizando a divindade do Menino Jesus
Belchior, indiano, levou ouro – um reconhecimento a Realeza
Gaspar era etíope, levou  mirra que simbolizou a Humanidade de Jesus

Que esse momento sirva, para os dias de hoje, como uma reflexão e exemplo para nascimentos abençoados e saudáveis. Esse vídeo é um poema brasileiro, não deixe de ver.

The celebration of Christmas (regardless of the religious aspect) is a time that marks a natural birth. A woman who gave birth standing alone, where she met the forces of nature, then this birth was blessed by kings and stars.

This celebration serves for us at this time as a reflection and an example for healthy births.


La celebración de la Navidad (con independencia del aspecto religioso) es un momento que marca un parto natural. Una mujer que dio a luz por sí solo, donde se reunió con las fuerzas de la naturaleza, este nacimiento fue bendecido por los reyes y las estrellas.

Ese momento sirve para el día de hoy, como un reflejo y un ejemplo para los nacimientos saludables.


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Um Orgasmo Absoluto


Quando o assunto é  orgasmo logo associamos à prazer. Quando se fala em parto, imediatamente lembramos de dor. Todos os partos na mídia mostram mulheres desesperadas, dores lancinantes e aquela expressão de destruição no final. E se eu dissesse que existe parto orgasmico, você acreditaria?

Resumindo leigamente: Na hora do parto a região vaginal está super irrigada de veias e por isso mais sensível, é como se todo o metabolismo feminino tivesse focado nessa área. Todos os hormônios estão trabalhando pra fazer com que o corpo ajude o bebe a nascer, esses hormônios são de 8 tipos diferentes (adrenalina, endorfina, oxitocina, prolactina são alguns exemplos) e todos funcionam em pólos opostos, um estimula o outro inibe.

Quando você salta de para quedas tem aquele pico de adrenalina e depois tem aquele prazer e quer saltar de novo. No parto é a mesma coisa, vc tem na hora da contração doses de adrenalina cada vez maiores e entre as contrações doses cada vez maiores de endorfina. A oxitocina, o hormônio do amor, da contração, também vai sendo liberado cada vez com mais intensidade. Todos os hormônios envolvidos no parto alcançam o seu ápice, assim a mulher pode atingir o ecxtase e ter maior orgasmo de toda sua vida, porque todos estão atuando potencialmente juntos.

Mas veja bem isso só vai ocorrer se todos esses hormônios trabalharem sem interferência alguma de outro medicamento.

Na hora que o bebe nasce e você olha pra cara da mãe feliz em êxtase, é a recompensa, o orgasmo que muitas vezes não está assumido, mas é um orgasmo. Ele é como um presente fisiológico que o corpo dá para mãe esquecer a dor e se apaixonar pelo bebe. Quantas vezes ouvimos das mãe, é difícil parir mas quando olhei a carinha do meu filho começaria tudo de novo. Nesse vídeo você vai conhecer a Debra Pascali Bonaro que fez um filme nos Estados Unidos chamado Orgasmic Birth.

Hoje é o aniversário do meu filho Pedro, ele nasceu dia 20 de outubro no dia do aniversário da minha mãe, de parto vaginal, cheio de interferências.  Na época eu não sabia que um parto poderia ser orgásmico e não pude viver essa experiência e nem dar de presente pra ele um parto tranqüilo.

Há dois anos a Debra lançou o filme Orgasmic Birth aqui no Brasil e vai voltar em novembro pra debater esse tema conosco, quem quiser conhece-la pessoalmente vá na III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, de 26 a 30 de novembro de 2010 em Brasília-DF.

Nos encontramos lá!

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Hoje, nada de Sexo


Lua cheia, Equinócio de Primavera e Rituais Pagãos de Fertilidade

As estações do ano sempre foram marcadas pela construção de templos e rituais. Antigamente não havia calendários e a única forma que havia de perceber o tempo era observar a natureza, seus ciclos de nascimento e a morte. Quem é que observava? As fortes e poderosas mulheres (viva as mulheres!)

Eu já estive em alguns templos em homenagem aos Solstícios, mas é no Equinócio de primavera que eram feitos os rituais de fertilidade, já que é na primavera o redespertar da terra, principalmente nos lugares frios onde ela estava adormecida, (pq será que comemoramos o dia da árvore , no Brasil, nessa semana?)

Há alguns anos estive em Agrigento, no sul da Sicilia (Itália), no Vale dos Templos (eles fizeram parte da Magna Grécia até perto do sec. XX e há mais monumentos em melhor estado de preservação lá do que na própria Grécia). Bem, nesse vale a comemoração do equinócio de primavera era importantíssima, e faziam um ritual bem feminino. Preste atenção: “Era proibido sexo nesse dia”, se alguém furasse a lei era um mal pressagio que a colheita seria ruim, até as prostitutas tinham que participar.

Em determinado horário todas as mulheres, principalmente as virgens e as mulheres menstruadas se agachavam nuas na terra para rezar.  Elas  pediam para a mãe terra para que, tanto para elas quanto a colheita fossem férteis. Elas cantavam e dançavam  para a terra e para a lua. (Hoje é lua cheia, hiiii).

O ritual era apenas para mulheres pois eles acreditavam que a resposta da mãe natureza era uma resposta no formato masculino dos alimentos principalmente os legumes: fortes, rígido e fálicos. Uma relação entre oferendas das energias do feminino para as forças do masculino.

Vale dos Templos, Agrigento Sicilia

Agora se pensarmos em tradições de outros lugares, hoje é dia de acender a fogueira, comer mel,  tocar o sino e dia de pintar ovos (um símbolo da fertilidade). A páscoa foi uma cristianização dessas oferendas pagãs, (equinócio de primavera europeu é em março na época da páscoa). Alguns feriados móveis  judaico também são comemorados próximo ao equinócio.

Ainda bem que o tempo passou e hoje não é mais um dia de abstinência sexual, mas vale conheçer essa historinha.

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Pachamama – a grande Deusa


ícone da Pachamama é representada pela renovação, parindo um mundo novo.

1º de agosto, hoje é o dia da Pachamana.

Para os andinos é a mãe Terra. Palavra do quíchua, língua dos índios peruanos, mas Pachamana é mais do que uma palavra, significa viver em harmonia total com o planeta.

Pacha = universo, mundo, lugar, tempo / Mama= mãe / Pachamama = a abundância de tudo

É a fonte, é abundância, é renascimento do planeta. É a vida, as estações do ano, a fecundidade, os ciclos morte e renascimento – Pachamama é a semente, É parir a si mesmo, a continuidade da vida

Conectar-se com a grande mãe é se conectar com a abundância da vida

As montanhas do Himalaia representam a irradiação magnética do masculino, enquanto qua a Cordilheira dos Andes é o polo do feminino.

Segundo os Andinos, uma das mudanças previstas pra 2012 é completar a troca da polaridade da energia do planeta. Até poucos anos o planeta foi regido pela energia  masculina localizada no Himalaia, que favorecia o desenvolvimento da razão,  tecnologia e ciência, essa força agora,  está sendo levada apara um 2º plano. A gora desperta nos Andes uma fonte  feminina, o planeta não estará com seu foco em conquistas do desenvolvimento racional e sim dará o lugar à energia de social de proteção. 

O planeta passará ser regido pela energia de transformação e germinação. Pachamama é a mãe dos homens, ela amadurece os frutos, multiplica o ganho, acaba com as pragas e traz sorte aos lares.

Isso não é uma questão de genero entre homens e mulheres, as mulheres não serão melhores que homens ou vice-versa,  é uma energia da preservação, do cuidado com o planeta e com as pessoas. O desenvolvimento tecnológico será para proteger, reciclar, transformar  e não destruir o meio ambiente.

Será que isso já não começou?

Os andinos fazem oferendas, milho, comida cozida, folha de coca, tabaco, cerveja, doces enterrados enterrados perto de casa.

Diz a lenda que Pachamama é uma velha senhora, e quem a vê retorna aos Andes.

Senti a presença dela enquanto debulhava o milho, nessa foto em uma feira livre, em Otavalo no Ecuador ! O que você acha?

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Dar o Peito é o Máximo!


Sema Mundial De Aleitamento Materno

de 1º a 7 de agosto

Caludia Leite campanha 2009

Todos os anos mais de 10.000.000 ( dez milhões) de crianças, com menos de 5 anos, morrem no mundo de doenças, que poderiam ter sido evitadas, se elas tivessem, no minimo, sido amamentadas exclusivamente até os 6 meses de vida.

Vanessa Lois e Thiago Lacerda 2007

Em 1990 foi criado pela Organização Mundial de Saúde e a UNICEF, um tratado chamado “ Declaração de Innocenti” para apoiar a amamentação em todo mundo  que tem como base:

• implantar com eficiência os 10 passos para o sucesso da amamentaçãoem todas as maternidades.

• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;

• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

Dira Paes 2008

Pra que tudo isso fosse cumprido foi criado a WABA Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação e a Semana Mundial de Aleitamento Materno, no Brasil o Ministério da Saúde e a Sociedade de Pediatria apoiam a campanha (ainda não lançada a campanha de 2010, quem será a escolhida)

BREASTFEEDING ~ Just 10 Steps! The Baby-Friendly Way

Os 10 passos para se tornar um entidade amiga da Amamentação são:

1. Ter uma política de promoção do aleitamento materno, afixada, a transmitir regularmente a toda a equipa de cuida dos de saúde.

2. Dar formação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.

3. Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.

Luiza Tomé 2003

4. Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.

5. Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas dos seus filhos temporariamente.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou líquido além do leite materno, a não ser que seja segundo indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto: permitir que as mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia.

Isabel Filardis 2001

8. Dar de mamar sempre que o bebê queira.

9. Não dar tetinas ou chupetas às crianças amamentadas ao peito, até que esteja bem estabelecida a lactação.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes, após a alta do hospital ou da maternidade.

Glória Pires 2000

Esse ano será a 20ª semana e ela é simultânea em 120 países do dia 1º ao dia 7 de agosto, As campanhas da OMS são é implantadas em 14 idiomas diferentes, no Brasil é criada uma campanha própria.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno será comemorada em vários eventos pelo Brasil vamos lá dar uma força e divulgar entre as mamães

SÃO PAULO-  no Horto Florestal, na zona Norte, com uma Caminhada de Incentivo ao Aleitamento, que acontecerá no dia 1º de agosto às 10:00h

No RIO DE JANEIRO o evento será no Leme é organizado  pelas AMIGAS DO PEITO, dia 1º de agosto às 9 horas!

Luiza Brunet 1999

Parabéns as mulheres que participaram dessas campanhas com orgulho de amamentar seus filhos e não tiveram vergonha de mostrar o peito publicamente. A brasileira não tem o hábito de amamentar em público, mais uma vez são as atrizes as modelos que inspiram muitas mamães!

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“Isso eu aprendi com minha mãe”


O feminino, na África, manifestado com toda sua energia

Ndebele uma tribo dissidentes dos Zulus do século XVII desenvolveu uma arte tribal maravilhosa, é expressionista, geométrica, colorida e preto e branca, precisa, criativa; são casas, roupas, acessórios, muitos grafismos com significado e importância. Passar de mãe para filha é a lei das Ndebele.

as meninas de miçangas

Ao nascer as mães Ndebele colocam na cintura do bebe um cordão de miçangas brancas, a medida que cresce aumentam as cores das contas que ão trazendo diferentes significados até a maturidade.

As meninas, usam uma saia com franjas toda feita de miçangas, colares e tornozeleiras tbem com miçangas e só com a puberdade elas passam a usar outros materiais couro ou metal e muda de status no vestuário.


3 momentos da mulher em forma de boneca, casada, noiva e menina

O mais interessante na adolescência é que ela ganha um boneca, que tem xale, anéis colares de metal que representa o seu novo papel de noiva.

As noivas começam a usar colares de metal e para o casamento as pernas também são revestidas de anéis de metal. Quanto mais bens o marido tem mais argola carrega no pescoço. Essas argola tem um poder místico de conexão com a ancestralidade do feminino. Tudo é feito em tom de cerimônia e ritual de passagem


Sem régua, esquadro ou gabarito, pura inspiração. Essas mulheres são hábeis com as miçangas e revestem tudo na sua estética geométrica, copos, cabos, painéis etc. No início dos tempos da tribo (1880) usavam bosta de vaca e terra para pintar (ikghuphu) com os dedos, e com o tempo passaram a usar pigmento. As casas são coletivas, chamada Umuzi e as meninas aprendem a pintar desde criança.

Essa arte é uma reza, uma conexão com o divino, cada mulher tem uma forma individual de expressão, quanto mais personalidade ela coloca na técnica da pintura e das miçangas mais valorizada é a mulher pela tribo. A Arte Ndebele é um privilégio feminino  e todos os dias as mulheres se encontram para bordar, costurar e pintar, é como se elas continuassem a praticar a tenda vermelha. Se uma menina não sabe pintar os murais e fazer miçangas não se casa. É maravilhoso uma sociedade que valorizar a mulher por sua arte e criatividade. (morri de inveja quero ir pra lá passar o dia todo pintando, ficar toda enfeitada e ser reconhecida por isso.AMEI!!!!!!)

As cores são primarias os grafismos super geométricos e hoje está incorporados objetos do cotidiano. É pra inspirar qualquer artista, designer gráfico. Para a Bia Fioretti a cultura Ndebele é um prato cheio: cultura, tradição, arte, feminino, herança de mãe para filha, é ovalor da essência do feminino na mais pura raiz.

O Alexandre Herchcovitch, andou se inspirando nas africanas Ndebele há alguns anos, nas sua coleção de inverno.

*baseado no livro Cultures South Africa, Peter Joyce, photographs by Roger e Path de la Harpe



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Bandeira Branca Masculina


Gay Hendricks e Arjuna Ardagh decidiram fazer juntos, na internet, um manifesto masculino de PEDIDO DE DESCULPAS às mulheres de todas as gerações por subserviência, desvalorização, exploração sexual, pelas ações do passado e do presente, com o objetivo de restabelecer  parceria na construção de um mundo melhor.

 Há milênios a mulher e seus valores femininos são subordinados à cultura patriarcal numa eterna batalha entre o feminino e o masculino.

 Zeus e Hera representam respectivamente essa luta entre o patriarcado e o matriarcado.  

 No mitologia grega Hera simboliza uma tríade : a jovem, a mulher fértil e a sábia anciã, mas é no papel de esposa de Zeus que ela passa a representar o papel submisso do feminino, ela ficou reduzida a uma esposa irada e ciumenta, que disputa o poder e luta para não ser dominada pelo poder patriarcal. Eles vivem em pé de guerra e conhecemos bem esse filme .

Zeus, por sua vez, é um deus poderoso que tem o seu masculino imaturo, quer se afirmar através de seus feitos, por sua capacidade de dominação de deuses e homens sob sua autoridade e pela quantidade de amantes que possui.

pergunto:

Que papel é esse de submissão e inferioridade da mulher que se tornou tão natural?

Conseguiremos recuperar o valor e as características do feminino?

Conseguiremos encontrar um novo equilíbrio nas relações entre mulheres e homens com respeito aos papeis de cada um?

Gay Hendricks, Arjuna Ardagh deram um passo a esse respeito e fizeram um pedido público de desculpas em nome do masculino reconhecendo que só o equilíbrio pode levar a um mundo de paz.

Eu realmente espero que não seja apenas um discurso ou uma auto promoção. O fato que o texto é bem feito, o vídeo desperta emoção e é uma iniciativa que pode se tornar um movimento interessante. 

Eu também acredito que o equilíbrio da nossa sociedade só começará quando houver equilíbrio entre todos os seres, sem distinção de gênero nem de disputas de papel.

Afinal, só podemos ver com profundidade com os dois olhos e só conseguiremos voar com um par de asas.

Vale a pena ver o video!

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