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A rainha do Samba é Oxum, a orixá da fertilidade


 

Manha pré carnavalesca com o Workshop de Samba, pra blogueiras organizado pela @lilianeferrari na Pulsarte, com a Solange Ferreira, rainha de bateria da Vai Vai por 7 anos.


 

A aula foi uma delícia, super didática,  ainda mais quando ela nos apresentou uma aluna muito especial, a Kanae, uma japonesinha de Osaka que depois de tanto vir ao Brasil pro Carnaval, decidiu entrar no samba e escolheu a Solange como professora, ela mudou de país e com seu corpo escultural desfila como passista da X9.  Solange afirma que todo mundo pode sambar e que uma aula queima 600 calorias,( Kanae que o diga, segundo ela tem tendências pra engordar.)

A Solange me contou que a palavra Samba significa brincadeira, brincar com o corpo, soltar o quadril com liberdade e tem como orixá Oxum.  A dança de Oxum é mímica da mulher faceira que se  embeleza e exibe os colares,  faz barulho com as pulseiras de cobre é vaidosa, sorri diante do espelho e é  feliz, e sedutora.

Oxum, rebola mexe os quadris, orixá das águas, é a deusa da fecundidade e da criação.  As mulheres pedem pra ela quando desejam ter filhos, ela também ajuda nos partos. Orixá da fecundidade, revive as deusas lunares de várias mitologias, que simbolizam a terra-mãe. (Todos os ingredientes que adoro: feminino, tradição e ritual.)

Ao invés de rasgar a fantasia a Kanae vai é tirar o kimono e já tá a ponto cair na folia.

Depois de todas essa historia deu mais vontade ainda de aprender a sambar, a Solange vai dar 2 workhopos antes do Carnaval na Pulsarte. E pra quem tiver vontade de se aprofundar no tema,  ela dá um curso regular de dança afro, aos sábados.

 

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Maria, parteira do próprio filho


A celebração do Natal (independente do aspecto religioso) é um período que se comemora um nascimento natural. Uma mulher que deu a luz  estando só, onde foi respeitado as forças da natureza, depois esse nascimento foi abençoado e brindado por reis e por astros.

Baltazar, árabe, levou incenso simbolizando a divindade do Menino Jesus
Belchior, indiano, levou ouro – um reconhecimento a Realeza
Gaspar era etíope, levou  mirra que simbolizou a Humanidade de Jesus

Que esse momento sirva, para os dias de hoje, como uma reflexão e exemplo para nascimentos abençoados e saudáveis. Esse vídeo é um poema brasileiro, não deixe de ver.

The celebration of Christmas (regardless of the religious aspect) is a time that marks a natural birth. A woman who gave birth standing alone, where she met the forces of nature, then this birth was blessed by kings and stars.

This celebration serves for us at this time as a reflection and an example for healthy births.


La celebración de la Navidad (con independencia del aspecto religioso) es un momento que marca un parto natural. Una mujer que dio a luz por sí solo, donde se reunió con las fuerzas de la naturaleza, este nacimiento fue bendecido por los reyes y las estrellas.

Ese momento sirve para el día de hoy, como un reflejo y un ejemplo para los nacimientos saludables.


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Chiara, a maga dos tecidos


Um final de tarde  de sexta feira e 7 mulheres reunidas, 6 aprendizes boquiabertas e deslumbradas quando Chiara Gadaleta começou a desfiar seus retalhos, no workshop do bazar #SSE, Ser Sustentável com Estilo.

Pura magia! Chiara Gadaleta é uma alquimista das textura, que enxerga através dos tecidos, corta, recorta, mistura e combina o incombinável. Os padrões se fundem com maestria.

A linha não tem só cor e movimento mas tem temperatura, ela pode se fundir, se dobrar, se sobrepor de uma forma simbiótica. O velho vira novo e ela usa e abusa de qualquer, restinho de fios, tecidos, bordados.

No workshop trançou-se linha, tecido, agulhas de crochê, sonhos, desabafos e depois de muitos resgates tentou-se costurar o mundo alem dos novelos pra laçar muitas outras mulheres com juras e promessas de novos encontros.

Que venha 2011!

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Estilo é genético


Quatro gerações de mulheres da familia Pascolato: Constanza Pascolato, Allegra Barontini, Gabriella Pascolato, Consuelo Pascolato Blocker - foto Fifi Tong

Desde os primórdios da humanidade  é a mulher quem passa a tradição, ela é quem ensina, educa e transmite o conhecimento (lembre-se que até a lingua é mater). Antigamente, a transmissão se dava através da oralidade, mas com o passar dos tempos podemos dizer que as mulheres continuam fazendo a mesma coisa com novas mídias, mas nem assim deixamos de lado uma bom conversa.

Essa semana, a Diretora Internacional de Estilo da Tecelagem Santaconstancia, Consuelo Blocker, fez um “petit comitê”  organizado pela BobstoreGiornate e pela da blogueiríssima Liliane Ferrari, pra lançar o seu bolg de tendências.

Quando o assunto é tendência, é preciso mais do que morar na Itália e viajar para Paris, Londres, São Paulo, Barcelona, Grécia e Turquia; é preciso ter estilo e tradição e isso não falta nas 3 gerações da família Pascolato.

Primeira geração – Dona Gabriella, aristocrata italiana chegou no Brasil em 1945, fugida da Guerra e começou a vender sapatos italianos do Salvatore Ferragamo na Rua Marconi, no centro de São Paulo, depois decidiu produzir tecidos de alto padrão e fundou a tecelagem Santaconstancia, hoje com 1 000 funcionários. Quando era pequena, lembro da minha mãe me mostrando a ponta de  um tecido com um nome impresso na borda, e dizendo: “olha cuida bem dessa roupa que essa não é qualquer uma, foi feita com tecido Santaconstancia”, nunca me esqueci da história porque o tecido tinha nome de santo e precisava ter mais cuidado.

A segunda geração Costanza Pascolato, a consultora de moda discreta, moderna e sempre com uma ar jovial. Um dos seus segredos é colecionar coisas que lhe fiquem bem, ela acredita que é melhor ir a uma festa com uma roupa mais velha com que se sinta bem e investir mais nos acessórios colocando-os sempre de uma forma especial.

O segredo da  Tecelagem Santaconstancia é o pioneirismo, apesar da tradição e do estilo, investem em tecidos inteligentes e criativos. Desde os anos 70 introduziram os jérseis leves, Cotton Lycra, Supplex com Lycra, investem em pesquisa e desenvolvimeto de novas tecnologias.

elegancia de mãe pra filha

Terceira Geração – Consuelo Bloker, a diretora internacional de estilo decidiu abrir pra todo mundo as tendências Internacionais de moda das passarelas e das ruas, o que antes era guardado a 7 chaves pela tecelagem hoje pode ser lido nos posts Consuelo Blog lá tem tudo que ela sabe e vê sobre as tendências pelo mundo a fora.

Só mesmo quem tem um expertise na fabricação e tradição em falar de estilo, poderia nos dar esse presente desse.

blogosfera em peso no brunch da Bobstore: @lilianeferrari, @ladyrasta @danischiavo, @luschievano @maria_fernanda, @vistuissu, @betaniasampaio, @biafioretti, @renata_giordano, @modaparausar, @consueloblocker


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1º Direito da Criança


 

bebe nascido de parteira no cerrado nordestino

 

O Primeiro Direto do ser Humano é:

escolher o DIA a HORA e o LUGAR

de nascer

Essa é uma verdade inquestionável, se tudo estiver bem com a mãe e o bebe.

Nas minhas andanças por esses Brasis ouvi essa frase de uma parteira que entrevistei no meu projeto Mães da Pátria. Por respeitar esse direito elas estão sempre a disposição, não antecipam, não aceleram, simplesmente respeitam o tempo de cada um, da mãe e do bebe. Não falo só da parteira tradicional daquela temos na memória, também as parteiras, midwives, formadas no Brasil e pelo mundo pensam da mesma forma.

Mesmo se a mãe decidir por uma cesariana dá pra respeitar esse direito do bebe se esperar um dos sinais de trabalho de parto. Hoje em dia os médicos estão antecipando a data do nascimento indiscriminadamente, eles argumentam que se o bebe já está pronto porque esperar: Vc não está louca pra se livrar dessa barriga? Se a criança nascer com menos de 3 kg, a mãe não for fumante, nem hipertensa, ele nasceu antes da hora. O bebe pode até recuperar rápido num primeiro momento, mas depois ele sentirá o tempo que faltou, emocionalmente, manifestando uma série de sintomas psicossomáticos, inclusive insegurança e ansiedade.

Respeite o tempo do seu bebe, respeite o tempo da natureza!

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A História da Mãe de Francisco


Parto Normal depois de 3 cesáreas

Mesmo depois do nascimento do 3º filho ela não sentia que tinha parido.

Na quarta gestação ela se preparou de dentro pra fora e acreditou que era capaz de ter um bebe de parto normal (no hospital) mesmo depois da 3ª cesárea.

Homenagem do Movimento de Resgate da Essência do Feminino – Mães da Pátria à Larissa que acreditou que era capaz e resgatou seu instinto.

Valeu Larissa, em ter postado o vídeo com sua história e encorajar muitas mulheres a confiar que esse sonho é possível! Me emocionou, obrigada.

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Hoje, nada de Sexo


Lua cheia, Equinócio de Primavera e Rituais Pagãos de Fertilidade

As estações do ano sempre foram marcadas pela construção de templos e rituais. Antigamente não havia calendários e a única forma que havia de perceber o tempo era observar a natureza, seus ciclos de nascimento e a morte. Quem é que observava? As fortes e poderosas mulheres (viva as mulheres!)

Eu já estive em alguns templos em homenagem aos Solstícios, mas é no Equinócio de primavera que eram feitos os rituais de fertilidade, já que é na primavera o redespertar da terra, principalmente nos lugares frios onde ela estava adormecida, (pq será que comemoramos o dia da árvore , no Brasil, nessa semana?)

Há alguns anos estive em Agrigento, no sul da Sicilia (Itália), no Vale dos Templos (eles fizeram parte da Magna Grécia até perto do sec. XX e há mais monumentos em melhor estado de preservação lá do que na própria Grécia). Bem, nesse vale a comemoração do equinócio de primavera era importantíssima, e faziam um ritual bem feminino. Preste atenção: “Era proibido sexo nesse dia”, se alguém furasse a lei era um mal pressagio que a colheita seria ruim, até as prostitutas tinham que participar.

Em determinado horário todas as mulheres, principalmente as virgens e as mulheres menstruadas se agachavam nuas na terra para rezar.  Elas  pediam para a mãe terra para que, tanto para elas quanto a colheita fossem férteis. Elas cantavam e dançavam  para a terra e para a lua. (Hoje é lua cheia, hiiii).

O ritual era apenas para mulheres pois eles acreditavam que a resposta da mãe natureza era uma resposta no formato masculino dos alimentos principalmente os legumes: fortes, rígido e fálicos. Uma relação entre oferendas das energias do feminino para as forças do masculino.

Vale dos Templos, Agrigento Sicilia

Agora se pensarmos em tradições de outros lugares, hoje é dia de acender a fogueira, comer mel,  tocar o sino e dia de pintar ovos (um símbolo da fertilidade). A páscoa foi uma cristianização dessas oferendas pagãs, (equinócio de primavera europeu é em março na época da páscoa). Alguns feriados móveis  judaico também são comemorados próximo ao equinócio.

Ainda bem que o tempo passou e hoje não é mais um dia de abstinência sexual, mas vale conheçer essa historinha.

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