Arquivo da categoria: FASHION

o que pra mim pode ser uma tendencia

Video Mapping


O Vídeo mapping é uma pintura de luz na arquitetura, é considerada o futuro da projeção. Uma ilusão ótica através do mapeamento do espaço físico, imagens são projetadas  direto na arquitetura sem tela de projeção

O Processo é complexo e exige uma superprodução, mas dá pra ter uma idéia nesse vídeo da Casa Botines, um prédio criado por Gaudi na Espanha. Fachadas, colunas, janelas, portas, qualquer superfície pode ser mapeada. A primeira fase é a planta, a analise da potencia do projetor e as suas distâncias, depois é criado o conteúdo em vídeo que é sincronizado, com a ajuda de um software, as imagens o som os projetores gerando uma ilusão de ótica ou cenários.

Ou pode ser feita uma mega interferência como esse outro video, em Houston no Texas, George R. Brown Convetion Center

Essa semana fiz um curso de mapping na Escola São Paulo com o videoartista e diretor de arteJosé Luiz Sampaio, que desenvolveu uma linguagem própria de video arte

Depois de 4 dias de curso ele mostrou seu trabalho no show da Blubell, uma cantora empoderadíssima, com personalidade própria, que ainda vai dar o que falar,  ela lançou dia 21/01/2010 o seu segundo CD no Sesc Pompeia, com participação de Baby Brasil (outra mulher revolucionária que fez história). O evento foi ótimo os videografismos integradissimos na música com a direção de arte  foi um fechamento de curso com chave de ouro.

Aqui vai uma palhinha da música da banda da Bluebell, que canta na abertura do Seriado Aline da rede Globo, agora a referência do trabalho do Zé vc terá que esperar o proximo show ou a próxima aula dele.

Agora, mais uma referência de mapping aqui no Brasil que circulou pela rede no ano passado se vc não viu, veja pelo menos o final surpeendente desse trabalho

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em ACONTECE, AMBiANCE, ARTE, FASHION

Chiara, a maga dos tecidos


Um final de tarde  de sexta feira e 7 mulheres reunidas, 6 aprendizes boquiabertas e deslumbradas quando Chiara Gadaleta começou a desfiar seus retalhos, no workshop do bazar #SSE, Ser Sustentável com Estilo.

Pura magia! Chiara Gadaleta é uma alquimista das textura, que enxerga através dos tecidos, corta, recorta, mistura e combina o incombinável. Os padrões se fundem com maestria.

A linha não tem só cor e movimento mas tem temperatura, ela pode se fundir, se dobrar, se sobrepor de uma forma simbiótica. O velho vira novo e ela usa e abusa de qualquer, restinho de fios, tecidos, bordados.

No workshop trançou-se linha, tecido, agulhas de crochê, sonhos, desabafos e depois de muitos resgates tentou-se costurar o mundo alem dos novelos pra laçar muitas outras mulheres com juras e promessas de novos encontros.

Que venha 2011!

2 Comentários

Arquivado em FASHION, GLAMOUR, NEM TE CONTO!, SEGREDOS DE ESTADO

Keith Haring aos pés da Puma


Um dos ícones da pop art nos anos 80, Kate Haring foi o artista gráfico que levou a arte das ruas para as galerias, sua expressão era uma linguagem simplificada, figuras alegres  que pregava o amor entre as diferenças

Homossexual assumido, morreu vítima da AIDS. Ele foi mais do que um artista, foi um ativista pela prevenção do vírus HIV, da sua luta além da arte, ficou uma fundação ativa até hoje

Cadarço amarelo ou branco?

Um sneaker como se vc tivesse calçando um cartoon, muitos ícones do Keith Haring, cores primarias, grafismos, texturas contornos grossos, aspas.

Simplesmente o humor levado ao pé da letra.

Não resisti!


3 Comentários

Arquivado em ARTE, FASHION, IMPERDÍVEL, MEUS LOOKS, VIAJEI

Senhoras Super Poderosas, no centro de São Paulo


“The difference between men and boys is the price of their toys”

hoje no Pateo do Colégio (no centro de São Paulo) se transforma no pátio da história do motociclismo brasileiro


7:30h, manhã fria de domingo chegou cedo para uma série de matronas empoderadas de duas rodas que se preparavam para atravessar a cidade no fôlego do sua idade.

Harley Davidson motor "Panhead" 1949

Fortes e vigorosas, polidas e de banho tomado, estas senhoras motocicletas, ícones de muitas gerações, saíram de suas garagens, sem ratear, para mais uma aventura. (Encontrei essa deusa numa rua perto de casa e não resisti segui essa raridade porque não podia acreditar que ainda pudesse andar Harley Panhead)

Pra se manterem divas, elas dependem exclusivamente de seus valentes cavaleiros que não perderam o romantismo pela mecânica de uma motocicleta e se dedicam horas a fio a cada peça, encaixe e conexão para manter a juventude dessas relíquias. Esse bravos e preciosistas artesões se deliciam nesse prazer, quase sexual, de reverenciar uma moto antiga, sabem concertá-las no meio da estrada, improvisam soluções e numa relação simbiótica mantém -se fiel a velha companheira. Por mais trabalhosas ou caprichosas que elas sejam um não abandona o outro.( Sinto pela nova geração, as motos eletrônicas perderam esse glamour e criatividade, elas podem oferecer mais conforto mas não mantém vínculos tão poderosos com seus donos. Para essas nobres anciãs sobreviverem por mais algumas décadas jovens guardiões precisarão aprender “mecânica como um velho ofício ).

Na chegada ao  centro da cidade,  elas não pareciam tão idosas assim, Poderíamos até nos perguntar de que ano  seria essa foto? O cenário era perfeito, um filme de época.

A medida que se aproxima da Praça da Sé, outras tantas respeitadas anciãs de duas rodas se aproximam alvoroçadas com seus roncos bem particulares e enfrentam a valentia da prospota desse encontro que é: ” todas chegassem rodando e não sobre uma carreta”. O que faz que seus guardiões tenham mais cuidado ainda com a manutenção delas.

A cada esquina a festa promete mais espetáculos, os colecionadores capricham na apoteose de suas divas.

7º Encontro de Motos e Cia 2010, o idealizador do evento é Antonio Carlos Lopes, o encontro é  organizado pelo site http://www.motoecia.com.br, desde 2004, quando reuniu 300 motocicletas na área externa do Pateo do Colegio.

Desde então o evento cresceu, e na última edição reuniu mais de 1000 motocicletas e um público de 12 mil pessoas. Todas as fotos são de hoje, elas foram tiradas as 8:00 da manhã, desde cedo já estava bem badalado, tinha uma energia incrível e o melhor é gratuito. VALE A DICA PRO DOMINGÃO – todos estarão lá até as 16:00h.

2º PARTE

 – Não resisti e voltei depois e foi impressionante a quantidade de motocicletas antigas e de visitantes.

As antigas ficaram no pátio do lado de dentro, mas uma multidão de apaixonados por motos dominavam o lado de fora com suas poderosas de todas as idades.

originalidade é que não faltava, o pessoal levou a risca a proposta do evento

(Eu não consegui descobrir porque a palavra motocicleta é feminina, mas que é maravilhoso ver um bando de homens cuidando e paparicando dessas velhas senhoras, me fez gosto mesmo sendo só pela questão do gênero da palavra motocicleta).


Hoje dia três de julho 2011,a invasão de motocicletas clássicas no páteo do Colégio para o 8º Encontro Moto e Cia Classic promete ser o maior encontro do país, deste gênero.

O evento é organizado pelo site Moto e Cia (www.motoecia.com.br), e espera reunir mais de 900 motos clássicas, além de um público estimado em 12 mil pessoas

Para participar o motociclista precisa comparecer ao local do evento com sua motocicleta clássica, fabricada até 1979. Não há taxa de inscrição e a entrada é gratuita.

Endereço: Praça Pateo do Collegio, 02 – Centro de SP
Horário: A partir das 8hs
Entrada: Gratuita
Informações: http://www.motoecia.com.br ou 0800 015 43 21


1 comentário

Arquivado em AVENTURA, FASHION, GLAMOUR, IMPERDÍVEL, masculino e feminino, RODAR O MUNDO, Tradição, VIAJEI

“Isso eu aprendi com minha mãe”


O feminino, na África, manifestado com toda sua energia

Ndebele uma tribo dissidentes dos Zulus do século XVII desenvolveu uma arte tribal maravilhosa, é expressionista, geométrica, colorida e preto e branca, precisa, criativa; são casas, roupas, acessórios, muitos grafismos com significado e importância. Passar de mãe para filha é a lei das Ndebele.

as meninas de miçangas

Ao nascer as mães Ndebele colocam na cintura do bebe um cordão de miçangas brancas, a medida que cresce aumentam as cores das contas que ão trazendo diferentes significados até a maturidade.

As meninas, usam uma saia com franjas toda feita de miçangas, colares e tornozeleiras tbem com miçangas e só com a puberdade elas passam a usar outros materiais couro ou metal e muda de status no vestuário.


3 momentos da mulher em forma de boneca, casada, noiva e menina

O mais interessante na adolescência é que ela ganha um boneca, que tem xale, anéis colares de metal que representa o seu novo papel de noiva.

As noivas começam a usar colares de metal e para o casamento as pernas também são revestidas de anéis de metal. Quanto mais bens o marido tem mais argola carrega no pescoço. Essas argola tem um poder místico de conexão com a ancestralidade do feminino. Tudo é feito em tom de cerimônia e ritual de passagem


Sem régua, esquadro ou gabarito, pura inspiração. Essas mulheres são hábeis com as miçangas e revestem tudo na sua estética geométrica, copos, cabos, painéis etc. No início dos tempos da tribo (1880) usavam bosta de vaca e terra para pintar (ikghuphu) com os dedos, e com o tempo passaram a usar pigmento. As casas são coletivas, chamada Umuzi e as meninas aprendem a pintar desde criança.

Essa arte é uma reza, uma conexão com o divino, cada mulher tem uma forma individual de expressão, quanto mais personalidade ela coloca na técnica da pintura e das miçangas mais valorizada é a mulher pela tribo. A Arte Ndebele é um privilégio feminino  e todos os dias as mulheres se encontram para bordar, costurar e pintar, é como se elas continuassem a praticar a tenda vermelha. Se uma menina não sabe pintar os murais e fazer miçangas não se casa. É maravilhoso uma sociedade que valorizar a mulher por sua arte e criatividade. (morri de inveja quero ir pra lá passar o dia todo pintando, ficar toda enfeitada e ser reconhecida por isso.AMEI!!!!!!)

As cores são primarias os grafismos super geométricos e hoje está incorporados objetos do cotidiano. É pra inspirar qualquer artista, designer gráfico. Para a Bia Fioretti a cultura Ndebele é um prato cheio: cultura, tradição, arte, feminino, herança de mãe para filha, é ovalor da essência do feminino na mais pura raiz.

O Alexandre Herchcovitch, andou se inspirando nas africanas Ndebele há alguns anos, nas sua coleção de inverno.

*baseado no livro Cultures South Africa, Peter Joyce, photographs by Roger e Path de la Harpe



1 comentário

Arquivado em ANCESTRAL, ARTE, África do Sul, Cerimonia de Casamento, Cuidados na África do Sul, de Mãe para Filha, DEUSA DO FEMININO, Dica na África do Sul, FASHION, GLAMOUR, IMPERDÍVEL, RODAR O MUNDO, Tradição, VIAJEI