Arquivo do mês: setembro 2010

Beauty for Ashes, das Cinzas à Beleza


sábado 20:00 véspera das eleições

MANIFESTO DO PIJAMA –

O artista Duda Penteado realiza uma performance com os estudantes do Instituto de Artes da UNESP, e interagindo com o público apresenta temas direcionados à inércia do ser humano frente as questões sociais, econômicas e políticas.

O Duda Penteado, artista plástico brasileiro e muralista, que vive e trabalha em New York, encerra a sua exposição no próximo sábado.  Quem ainda não foi é a última chance!

2 de Outubro, Sábado ,

SESC PINHEIROS!

Rua Paes Leme, 195 30959400 http://www.sescsp.org.br


19h – Cerimônia de doação do MURAL CONCEITUAL para o acervo da UNESP e homenagem aos estudantes participantes do projeto

Nos vemos lá!

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Arquivado em ACONTECE, ARTE

Keith Haring aos pés da Puma


Um dos ícones da pop art nos anos 80, Kate Haring foi o artista gráfico que levou a arte das ruas para as galerias, sua expressão era uma linguagem simplificada, figuras alegres  que pregava o amor entre as diferenças

Homossexual assumido, morreu vítima da AIDS. Ele foi mais do que um artista, foi um ativista pela prevenção do vírus HIV, da sua luta além da arte, ficou uma fundação ativa até hoje

Cadarço amarelo ou branco?

Um sneaker como se vc tivesse calçando um cartoon, muitos ícones do Keith Haring, cores primarias, grafismos, texturas contornos grossos, aspas.

Simplesmente o humor levado ao pé da letra.

Não resisti!


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Arquivado em ARTE, FASHION, IMPERDÍVEL, MEUS LOOKS, VIAJEI

Hoje, nada de Sexo


Lua cheia, Equinócio de Primavera e Rituais Pagãos de Fertilidade

As estações do ano sempre foram marcadas pela construção de templos e rituais. Antigamente não havia calendários e a única forma que havia de perceber o tempo era observar a natureza, seus ciclos de nascimento e a morte. Quem é que observava? As fortes e poderosas mulheres (viva as mulheres!)

Eu já estive em alguns templos em homenagem aos Solstícios, mas é no Equinócio de primavera que eram feitos os rituais de fertilidade, já que é na primavera o redespertar da terra, principalmente nos lugares frios onde ela estava adormecida, (pq será que comemoramos o dia da árvore , no Brasil, nessa semana?)

Há alguns anos estive em Agrigento, no sul da Sicilia (Itália), no Vale dos Templos (eles fizeram parte da Magna Grécia até perto do sec. XX e há mais monumentos em melhor estado de preservação lá do que na própria Grécia). Bem, nesse vale a comemoração do equinócio de primavera era importantíssima, e faziam um ritual bem feminino. Preste atenção: “Era proibido sexo nesse dia”, se alguém furasse a lei era um mal pressagio que a colheita seria ruim, até as prostitutas tinham que participar.

Em determinado horário todas as mulheres, principalmente as virgens e as mulheres menstruadas se agachavam nuas na terra para rezar.  Elas  pediam para a mãe terra para que, tanto para elas quanto a colheita fossem férteis. Elas cantavam e dançavam  para a terra e para a lua. (Hoje é lua cheia, hiiii).

O ritual era apenas para mulheres pois eles acreditavam que a resposta da mãe natureza era uma resposta no formato masculino dos alimentos principalmente os legumes: fortes, rígido e fálicos. Uma relação entre oferendas das energias do feminino para as forças do masculino.

Vale dos Templos, Agrigento Sicilia

Agora se pensarmos em tradições de outros lugares, hoje é dia de acender a fogueira, comer mel,  tocar o sino e dia de pintar ovos (um símbolo da fertilidade). A páscoa foi uma cristianização dessas oferendas pagãs, (equinócio de primavera europeu é em março na época da páscoa). Alguns feriados móveis  judaico também são comemorados próximo ao equinócio.

Ainda bem que o tempo passou e hoje não é mais um dia de abstinência sexual, mas vale conheçer essa historinha.

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Arquivado em DEUSA DO FEMININO, masculino e feminino, Mãe Natureza, mito, RODAR O MUNDO, SHAMANICOS, Tradição, VIAJEI

A Marieta pariu em casa


Marieta com Gigi 2 meses de idade

Conheci a Marieta num encontro de parteiras tradicionais em Brasilia, ela teve a Gigi em casa com o marido, uma parteira e uma doula ( acompanha e cuida da gestante, faz massagem, chás, banhos antes e depois do parto). Convidei a Marieta pra dar um depoimento:

“Durante a gravidez, optei por ter minha filha em casa. Eu sabia, no fundo, que se fosse pro hospital, as chances de ter uma cesárea eram enormes. Por essa e por várias outras razões, decidi procurar uma parteira e me preparar para essa aventura.

Eu queria parir a minha filha, não queria que ninguém fizesse isso por mim.

Li muito, estudei, me informei e ganhei confiança no meu corpo e na minha capacidade de parir. Eu não queria anestesia, oxitocina, episiotomia, epidural, soro, bisturi… não queria nada disso.

Queria sentir o instinto primitivo da mãe que dá a luz e amamenta seu filhote. Eu queria viver esse momento verdadeiramente, consciente e lúcida.

Eu costumo dizer que, hoje em dia, para ter seu filho de forma natural, é preciso lutar muito. E eu lutei.

Primeiro para convencer a minha mãe de que eu não estava completamente louca e que um parto em casa é seguro, sim, senhor. Depois tive que ter muita paciência ao escutar inúmeros comentários absurdos, grosseiros e desrespeitosos.

Eu não falei pra quase ninguém, poucas pessoas sabiam dos meus planos. Eu preferia não falar pra evitar o desgaste, pra evitar o estresse. Até porque as pessoas sempre acham que sabem o que é melhor pra você. Mas, tudo bem. Segui com meus planos até o final.

Me preparei fisicamente, psicologicamente, espiritualmente.

Fiquei vinte e duas horas em trabalho de parto e pari a minha filha em casa, ao lado da cama onde ela foi gerada, de cócoras, com a ajuda do meu marido, de uma parteira, de uma doula e sob os olhares carinhosos de minha mãe.

Foi simplesmente a experiência mais linda e enriquecedora da minha vida. E o melhor de tudo: foi o dia em que conheci Gigi, minha florzinha mais amada do mundo! Salve, salve, Gigi!!!”

Salve, salve Marieta uma verdadeira mulher, heroína da sua própria história. Marieta e Paloma fazem parte do meu projeto pessoal Mães da Pátria, Resgate da Essência do Feminino através das Parteiras que conta histórias de “mulheres de verdade” conectadas com o feminino.

Gigi, Marieta e a Paloma que esteve com elas durante o parto

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Arquivado em AMAMENTAÇÃO, Bebes e Mamães, EXPERÊNCIA DE VIDA

Homenagem a Jay Colton


Jay Colton, fotógrafo premiado, editor da revista TIME americana por 20 anos, professor no ICP de New York e Universidades de Rochester e Vermont, teve um enfarte fulminante dia 18/09/2010, enquanto analisava o portfólio de um fotógrafo no Paraty em Foco.

Conheci Jay no ano passado, ele foi o co-fundador e curador do SP Photo Fest no MIS, organizado pelo Luiz Marinho. Eu participei de 3 workshops: fotografia com a Amy Arbus e a Scout Tufankjian, edição do Jay Colton. Com a Scout Tufankjian (fotógrafa que cobriu a campanha de Barack Obama) fomos fotografar no metro e no centro da cidade,

Foto de Bia Fioretti tirada no workshop da Scout Tufankjian. Essa imagem abriu o filme criado por Jay Colton na edição final das fotos do festival

Todos os  arquivos de fotos produzidas nos workshops do SP Photo Fest foram para aula de Edição de Imagem com o Jay . A dinâmica que ele propôs é a mesma que ele usava na revista e pra um diretora de arte e fotógrafa compulsiva, como eu, foi muiiiiiiiiiiito legal, bem prática pro dia-a-dia na agência.

workshop de edição com Jay Calton

Na seleção para o evento também inscrevi o meu portfólio de fotos do femininoMães da Pátria Resgate da Essência do Feminino Através das Parteiras”, fui selecionada para 2 leituras,  a  Scout e o Jay , coincidentemente (apesar do grande time de fotógrafos do evento era com eles que eu identificava meu trabalho).

Ter o trabalho analisado é uma experiência viceral, vc tem q tá aberto pra ouvir tudo. A Scout fez comentário sobre técnicas, o Jay elogiou os retratos e me mostrou uma visão complementar, ele disse que os rostos das parteiras eram tão interessantes que ele queria ver mais a respeito do universo que elas vivem, suas casas e modos de vida, o ambiente precisava contar uma história independente da presença humana na imagem. Realmente esse comentário agregou muita coisa no meu trabalho.

olha eu no mural clickada pelo Jay, essa foi uma obra que ele criou com todos do SP Photo Fest

Jay Colton era um crítico apaixonado pelo seu trabalho, de um respeito impar com a fotografia e as pessoas que se dedicam a ela. Apesar dele ter deixado muitos dos seus projetos pessoais sem conclusão, tenho certeza que ele colaborou com muitos fotógrafos a concluírem centenas de projetos e seus conselhos seguirão conosco.

Obrigada Jay Colton

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Duda Penteado/11 de setembro


Ontem fui ao Mube na aula inaugural da Escola de Arte &Cultura da Academia BPW do Conhecimento-ABC e conheci o Duda Penteado uma artista brasileiro que faz sucesso em NY.

Duda nos contou que estava na varanda do seu ateliê, no dia 11 de setembro de 2001, durante o ataque ao World Trade Center e a sua percepção de artista foi como se estivesse vivendo dentro da pintura de Guernica de Picasso (1937)

Com esse gosto amargo na boca ele teve o insight de fazer uma releitura do Guernica com as Torres Gêmeas, surgiu a obra “Beauty for Ashes”. A obra se tornou um manifesto e um projeto social de Arte e a Educação que discute o nosso papel como seres coletivos e individuais num mundo globalizado e tá correndo o mundo, de NY passou pela China, Porto Rico, Espanha e Índia, agora está no Brasil no SESC Pinheiros

A abertura da exposição foi dia 11 de setembro, claro, com palestra do crítico George Preston, PhD Crítico de arte e professor emérito de História da Arte, City College – City University of New York.

Dica quente pro final de semana

SESC Pinheiros De ter a sex. das 10h às 21h e dom das 10h às 18h

amei essa imagem!

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Explosões no Castelo de Edinburgh


muita cor e fumaça no cenário medieval

Domingo, dia 05 de setembro – a Princes Street Gardens, Edinburgh/ Escócia parecia a praia de Copacabana no final do ano (nas devidas proporções claro) para ouvir os 45 minutos de Fireworks Concert, lançados do famoso castelo medieval de 1.400 anos.

vistada cidade do topo do castelo dia 05/09/2010

O concerto que une pirotecnia e música encerra o maior festival de arte e cultura do mundo que chega a receber um milhão de pessoas e acontece anualmente nas três últimas semanas de agosto desde 1947

Edinburgh International Festival

Fireworks Concert

O castelo, naquele cenário noturno, envolvido em estrondos e nuvens de fumaça alimentava e enchia de mistério a nossa fantasia.

castelo de Edinburgh sobre um rochedo no ponto mais alto da cidade

Não era um show de fogos num castelo qualquer, (como o falso castelo da Cinderela na Disney), eram fogos e castelo de verdade. A rainha que morava nele foi ninguém menos que a lendária rainha escocesa Mary Stuart que foi decapitada pela prima inglesa Elisabeth I. Mary  Stuart teve vááários maridos e um filho James VI, nascido neste castelo dia 19/06/1566. O príncipe nasceu num quartinho minúsculo entre 10 e 11 da manhã, logo tiraram o bebe do colo da rainha para mostrá-lo ao pai, Lord Henry Darnley e à corte (mesmo naquela época já separavam as mães dos filhos. Nem rainha tem vez?). Mary foi coroada com 9 dias de nascida, seu filho foi coroado com 1 ano de idade, mesmo coroado com tanta precocidade James VI teve um papel de destaque na história, ele simplesmente unificou a Inglaterra e Escócia.

O castelo tem um significado muito especial para o escoceses. Os fogos são a apoteose do festival que é a maior badalação cultural do verão europeu. O dia ainda estava quente com finalzinho do verão, os bares cheios e muita energia na rua com gosto de fim de festa.

Há séculos nesse lugar era guardada a munição dos canhões, hoje estão fogos de artificio, o que antes era por motivo de guerra hoje é confraternização


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