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Dois de fevereiro, dia de Iemanjá


Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá

Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar

Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar

O presente que eu mandei pra ela

De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou

Olinda, 2008, parteiras fazendo uma oferenda a Iemanjá na abertura ecumenica do Congresso Cais do Parto

texto: Dorival Caymi,  fotos: Bia FIoretti

 
 
 

Afinal que o dia dela chegou

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Estilo é genético


Quatro gerações de mulheres da familia Pascolato: Constanza Pascolato, Allegra Barontini, Gabriella Pascolato, Consuelo Pascolato Blocker - foto Fifi Tong

Desde os primórdios da humanidade  é a mulher quem passa a tradição, ela é quem ensina, educa e transmite o conhecimento (lembre-se que até a lingua é mater). Antigamente, a transmissão se dava através da oralidade, mas com o passar dos tempos podemos dizer que as mulheres continuam fazendo a mesma coisa com novas mídias, mas nem assim deixamos de lado uma bom conversa.

Essa semana, a Diretora Internacional de Estilo da Tecelagem Santaconstancia, Consuelo Blocker, fez um “petit comitê”  organizado pela BobstoreGiornate e pela da blogueiríssima Liliane Ferrari, pra lançar o seu bolg de tendências.

Quando o assunto é tendência, é preciso mais do que morar na Itália e viajar para Paris, Londres, São Paulo, Barcelona, Grécia e Turquia; é preciso ter estilo e tradição e isso não falta nas 3 gerações da família Pascolato.

Primeira geração – Dona Gabriella, aristocrata italiana chegou no Brasil em 1945, fugida da Guerra e começou a vender sapatos italianos do Salvatore Ferragamo na Rua Marconi, no centro de São Paulo, depois decidiu produzir tecidos de alto padrão e fundou a tecelagem Santaconstancia, hoje com 1 000 funcionários. Quando era pequena, lembro da minha mãe me mostrando a ponta de  um tecido com um nome impresso na borda, e dizendo: “olha cuida bem dessa roupa que essa não é qualquer uma, foi feita com tecido Santaconstancia”, nunca me esqueci da história porque o tecido tinha nome de santo e precisava ter mais cuidado.

A segunda geração Costanza Pascolato, a consultora de moda discreta, moderna e sempre com uma ar jovial. Um dos seus segredos é colecionar coisas que lhe fiquem bem, ela acredita que é melhor ir a uma festa com uma roupa mais velha com que se sinta bem e investir mais nos acessórios colocando-os sempre de uma forma especial.

O segredo da  Tecelagem Santaconstancia é o pioneirismo, apesar da tradição e do estilo, investem em tecidos inteligentes e criativos. Desde os anos 70 introduziram os jérseis leves, Cotton Lycra, Supplex com Lycra, investem em pesquisa e desenvolvimeto de novas tecnologias.

elegancia de mãe pra filha

Terceira Geração – Consuelo Bloker, a diretora internacional de estilo decidiu abrir pra todo mundo as tendências Internacionais de moda das passarelas e das ruas, o que antes era guardado a 7 chaves pela tecelagem hoje pode ser lido nos posts Consuelo Blog lá tem tudo que ela sabe e vê sobre as tendências pelo mundo a fora.

Só mesmo quem tem um expertise na fabricação e tradição em falar de estilo, poderia nos dar esse presente desse.

blogosfera em peso no brunch da Bobstore: @lilianeferrari, @ladyrasta @danischiavo, @luschievano @maria_fernanda, @vistuissu, @betaniasampaio, @biafioretti, @renata_giordano, @modaparausar, @consueloblocker


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Um Orgasmo Absoluto


Quando o assunto é  orgasmo logo associamos à prazer. Quando se fala em parto, imediatamente lembramos de dor. Todos os partos na mídia mostram mulheres desesperadas, dores lancinantes e aquela expressão de destruição no final. E se eu dissesse que existe parto orgasmico, você acreditaria?

Resumindo leigamente: Na hora do parto a região vaginal está super irrigada de veias e por isso mais sensível, é como se todo o metabolismo feminino tivesse focado nessa área. Todos os hormônios estão trabalhando pra fazer com que o corpo ajude o bebe a nascer, esses hormônios são de 8 tipos diferentes (adrenalina, endorfina, oxitocina, prolactina são alguns exemplos) e todos funcionam em pólos opostos, um estimula o outro inibe.

Quando você salta de para quedas tem aquele pico de adrenalina e depois tem aquele prazer e quer saltar de novo. No parto é a mesma coisa, vc tem na hora da contração doses de adrenalina cada vez maiores e entre as contrações doses cada vez maiores de endorfina. A oxitocina, o hormônio do amor, da contração, também vai sendo liberado cada vez com mais intensidade. Todos os hormônios envolvidos no parto alcançam o seu ápice, assim a mulher pode atingir o ecxtase e ter maior orgasmo de toda sua vida, porque todos estão atuando potencialmente juntos.

Mas veja bem isso só vai ocorrer se todos esses hormônios trabalharem sem interferência alguma de outro medicamento.

Na hora que o bebe nasce e você olha pra cara da mãe feliz em êxtase, é a recompensa, o orgasmo que muitas vezes não está assumido, mas é um orgasmo. Ele é como um presente fisiológico que o corpo dá para mãe esquecer a dor e se apaixonar pelo bebe. Quantas vezes ouvimos das mãe, é difícil parir mas quando olhei a carinha do meu filho começaria tudo de novo. Nesse vídeo você vai conhecer a Debra Pascali Bonaro que fez um filme nos Estados Unidos chamado Orgasmic Birth.

Hoje é o aniversário do meu filho Pedro, ele nasceu dia 20 de outubro no dia do aniversário da minha mãe, de parto vaginal, cheio de interferências.  Na época eu não sabia que um parto poderia ser orgásmico e não pude viver essa experiência e nem dar de presente pra ele um parto tranqüilo.

Há dois anos a Debra lançou o filme Orgasmic Birth aqui no Brasil e vai voltar em novembro pra debater esse tema conosco, quem quiser conhece-la pessoalmente vá na III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, de 26 a 30 de novembro de 2010 em Brasília-DF.

Nos encontramos lá!

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Hoje, nada de Sexo


Lua cheia, Equinócio de Primavera e Rituais Pagãos de Fertilidade

As estações do ano sempre foram marcadas pela construção de templos e rituais. Antigamente não havia calendários e a única forma que havia de perceber o tempo era observar a natureza, seus ciclos de nascimento e a morte. Quem é que observava? As fortes e poderosas mulheres (viva as mulheres!)

Eu já estive em alguns templos em homenagem aos Solstícios, mas é no Equinócio de primavera que eram feitos os rituais de fertilidade, já que é na primavera o redespertar da terra, principalmente nos lugares frios onde ela estava adormecida, (pq será que comemoramos o dia da árvore , no Brasil, nessa semana?)

Há alguns anos estive em Agrigento, no sul da Sicilia (Itália), no Vale dos Templos (eles fizeram parte da Magna Grécia até perto do sec. XX e há mais monumentos em melhor estado de preservação lá do que na própria Grécia). Bem, nesse vale a comemoração do equinócio de primavera era importantíssima, e faziam um ritual bem feminino. Preste atenção: “Era proibido sexo nesse dia”, se alguém furasse a lei era um mal pressagio que a colheita seria ruim, até as prostitutas tinham que participar.

Em determinado horário todas as mulheres, principalmente as virgens e as mulheres menstruadas se agachavam nuas na terra para rezar.  Elas  pediam para a mãe terra para que, tanto para elas quanto a colheita fossem férteis. Elas cantavam e dançavam  para a terra e para a lua. (Hoje é lua cheia, hiiii).

O ritual era apenas para mulheres pois eles acreditavam que a resposta da mãe natureza era uma resposta no formato masculino dos alimentos principalmente os legumes: fortes, rígido e fálicos. Uma relação entre oferendas das energias do feminino para as forças do masculino.

Vale dos Templos, Agrigento Sicilia

Agora se pensarmos em tradições de outros lugares, hoje é dia de acender a fogueira, comer mel,  tocar o sino e dia de pintar ovos (um símbolo da fertilidade). A páscoa foi uma cristianização dessas oferendas pagãs, (equinócio de primavera europeu é em março na época da páscoa). Alguns feriados móveis  judaico também são comemorados próximo ao equinócio.

Ainda bem que o tempo passou e hoje não é mais um dia de abstinência sexual, mas vale conheçer essa historinha.

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Pachamama – a grande Deusa


ícone da Pachamama é representada pela renovação, parindo um mundo novo.

1º de agosto, hoje é o dia da Pachamana.

Para os andinos é a mãe Terra. Palavra do quíchua, língua dos índios peruanos, mas Pachamana é mais do que uma palavra, significa viver em harmonia total com o planeta.

Pacha = universo, mundo, lugar, tempo / Mama= mãe / Pachamama = a abundância de tudo

É a fonte, é abundância, é renascimento do planeta. É a vida, as estações do ano, a fecundidade, os ciclos morte e renascimento – Pachamama é a semente, É parir a si mesmo, a continuidade da vida

Conectar-se com a grande mãe é se conectar com a abundância da vida

As montanhas do Himalaia representam a irradiação magnética do masculino, enquanto qua a Cordilheira dos Andes é o polo do feminino.

Segundo os Andinos, uma das mudanças previstas pra 2012 é completar a troca da polaridade da energia do planeta. Até poucos anos o planeta foi regido pela energia  masculina localizada no Himalaia, que favorecia o desenvolvimento da razão,  tecnologia e ciência, essa força agora,  está sendo levada apara um 2º plano. A gora desperta nos Andes uma fonte  feminina, o planeta não estará com seu foco em conquistas do desenvolvimento racional e sim dará o lugar à energia de social de proteção. 

O planeta passará ser regido pela energia de transformação e germinação. Pachamama é a mãe dos homens, ela amadurece os frutos, multiplica o ganho, acaba com as pragas e traz sorte aos lares.

Isso não é uma questão de genero entre homens e mulheres, as mulheres não serão melhores que homens ou vice-versa,  é uma energia da preservação, do cuidado com o planeta e com as pessoas. O desenvolvimento tecnológico será para proteger, reciclar, transformar  e não destruir o meio ambiente.

Será que isso já não começou?

Os andinos fazem oferendas, milho, comida cozida, folha de coca, tabaco, cerveja, doces enterrados enterrados perto de casa.

Diz a lenda que Pachamama é uma velha senhora, e quem a vê retorna aos Andes.

Senti a presença dela enquanto debulhava o milho, nessa foto em uma feira livre, em Otavalo no Ecuador ! O que você acha?

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Dar o Peito é o Máximo!


Sema Mundial De Aleitamento Materno

de 1º a 7 de agosto

Caludia Leite campanha 2009

Todos os anos mais de 10.000.000 ( dez milhões) de crianças, com menos de 5 anos, morrem no mundo de doenças, que poderiam ter sido evitadas, se elas tivessem, no minimo, sido amamentadas exclusivamente até os 6 meses de vida.

Vanessa Lois e Thiago Lacerda 2007

Em 1990 foi criado pela Organização Mundial de Saúde e a UNICEF, um tratado chamado “ Declaração de Innocenti” para apoiar a amamentação em todo mundo  que tem como base:

• implantar com eficiência os 10 passos para o sucesso da amamentaçãoem todas as maternidades.

• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;

• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

Dira Paes 2008

Pra que tudo isso fosse cumprido foi criado a WABA Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação e a Semana Mundial de Aleitamento Materno, no Brasil o Ministério da Saúde e a Sociedade de Pediatria apoiam a campanha (ainda não lançada a campanha de 2010, quem será a escolhida)

BREASTFEEDING ~ Just 10 Steps! The Baby-Friendly Way

Os 10 passos para se tornar um entidade amiga da Amamentação são:

1. Ter uma política de promoção do aleitamento materno, afixada, a transmitir regularmente a toda a equipa de cuida dos de saúde.

2. Dar formação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.

3. Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.

Luiza Tomé 2003

4. Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.

5. Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas dos seus filhos temporariamente.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou líquido além do leite materno, a não ser que seja segundo indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto: permitir que as mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia.

Isabel Filardis 2001

8. Dar de mamar sempre que o bebê queira.

9. Não dar tetinas ou chupetas às crianças amamentadas ao peito, até que esteja bem estabelecida a lactação.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes, após a alta do hospital ou da maternidade.

Glória Pires 2000

Esse ano será a 20ª semana e ela é simultânea em 120 países do dia 1º ao dia 7 de agosto, As campanhas da OMS são é implantadas em 14 idiomas diferentes, no Brasil é criada uma campanha própria.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno será comemorada em vários eventos pelo Brasil vamos lá dar uma força e divulgar entre as mamães

SÃO PAULO-  no Horto Florestal, na zona Norte, com uma Caminhada de Incentivo ao Aleitamento, que acontecerá no dia 1º de agosto às 10:00h

No RIO DE JANEIRO o evento será no Leme é organizado  pelas AMIGAS DO PEITO, dia 1º de agosto às 9 horas!

Luiza Brunet 1999

Parabéns as mulheres que participaram dessas campanhas com orgulho de amamentar seus filhos e não tiveram vergonha de mostrar o peito publicamente. A brasileira não tem o hábito de amamentar em público, mais uma vez são as atrizes as modelos que inspiram muitas mamães!

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Senhoras Super Poderosas, no centro de São Paulo


“The difference between men and boys is the price of their toys”

hoje no Pateo do Colégio (no centro de São Paulo) se transforma no pátio da história do motociclismo brasileiro


7:30h, manhã fria de domingo chegou cedo para uma série de matronas empoderadas de duas rodas que se preparavam para atravessar a cidade no fôlego do sua idade.

Harley Davidson motor "Panhead" 1949

Fortes e vigorosas, polidas e de banho tomado, estas senhoras motocicletas, ícones de muitas gerações, saíram de suas garagens, sem ratear, para mais uma aventura. (Encontrei essa deusa numa rua perto de casa e não resisti segui essa raridade porque não podia acreditar que ainda pudesse andar Harley Panhead)

Pra se manterem divas, elas dependem exclusivamente de seus valentes cavaleiros que não perderam o romantismo pela mecânica de uma motocicleta e se dedicam horas a fio a cada peça, encaixe e conexão para manter a juventude dessas relíquias. Esse bravos e preciosistas artesões se deliciam nesse prazer, quase sexual, de reverenciar uma moto antiga, sabem concertá-las no meio da estrada, improvisam soluções e numa relação simbiótica mantém -se fiel a velha companheira. Por mais trabalhosas ou caprichosas que elas sejam um não abandona o outro.( Sinto pela nova geração, as motos eletrônicas perderam esse glamour e criatividade, elas podem oferecer mais conforto mas não mantém vínculos tão poderosos com seus donos. Para essas nobres anciãs sobreviverem por mais algumas décadas jovens guardiões precisarão aprender “mecânica como um velho ofício ).

Na chegada ao  centro da cidade,  elas não pareciam tão idosas assim, Poderíamos até nos perguntar de que ano  seria essa foto? O cenário era perfeito, um filme de época.

A medida que se aproxima da Praça da Sé, outras tantas respeitadas anciãs de duas rodas se aproximam alvoroçadas com seus roncos bem particulares e enfrentam a valentia da prospota desse encontro que é: ” todas chegassem rodando e não sobre uma carreta”. O que faz que seus guardiões tenham mais cuidado ainda com a manutenção delas.

A cada esquina a festa promete mais espetáculos, os colecionadores capricham na apoteose de suas divas.

7º Encontro de Motos e Cia 2010, o idealizador do evento é Antonio Carlos Lopes, o encontro é  organizado pelo site http://www.motoecia.com.br, desde 2004, quando reuniu 300 motocicletas na área externa do Pateo do Colegio.

Desde então o evento cresceu, e na última edição reuniu mais de 1000 motocicletas e um público de 12 mil pessoas. Todas as fotos são de hoje, elas foram tiradas as 8:00 da manhã, desde cedo já estava bem badalado, tinha uma energia incrível e o melhor é gratuito. VALE A DICA PRO DOMINGÃO – todos estarão lá até as 16:00h.

2º PARTE

 – Não resisti e voltei depois e foi impressionante a quantidade de motocicletas antigas e de visitantes.

As antigas ficaram no pátio do lado de dentro, mas uma multidão de apaixonados por motos dominavam o lado de fora com suas poderosas de todas as idades.

originalidade é que não faltava, o pessoal levou a risca a proposta do evento

(Eu não consegui descobrir porque a palavra motocicleta é feminina, mas que é maravilhoso ver um bando de homens cuidando e paparicando dessas velhas senhoras, me fez gosto mesmo sendo só pela questão do gênero da palavra motocicleta).


Hoje dia três de julho 2011,a invasão de motocicletas clássicas no páteo do Colégio para o 8º Encontro Moto e Cia Classic promete ser o maior encontro do país, deste gênero.

O evento é organizado pelo site Moto e Cia (www.motoecia.com.br), e espera reunir mais de 900 motos clássicas, além de um público estimado em 12 mil pessoas

Para participar o motociclista precisa comparecer ao local do evento com sua motocicleta clássica, fabricada até 1979. Não há taxa de inscrição e a entrada é gratuita.

Endereço: Praça Pateo do Collegio, 02 – Centro de SP
Horário: A partir das 8hs
Entrada: Gratuita
Informações: http://www.motoecia.com.br ou 0800 015 43 21


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“Isso eu aprendi com minha mãe”


O feminino, na África, manifestado com toda sua energia

Ndebele uma tribo dissidentes dos Zulus do século XVII desenvolveu uma arte tribal maravilhosa, é expressionista, geométrica, colorida e preto e branca, precisa, criativa; são casas, roupas, acessórios, muitos grafismos com significado e importância. Passar de mãe para filha é a lei das Ndebele.

as meninas de miçangas

Ao nascer as mães Ndebele colocam na cintura do bebe um cordão de miçangas brancas, a medida que cresce aumentam as cores das contas que ão trazendo diferentes significados até a maturidade.

As meninas, usam uma saia com franjas toda feita de miçangas, colares e tornozeleiras tbem com miçangas e só com a puberdade elas passam a usar outros materiais couro ou metal e muda de status no vestuário.


3 momentos da mulher em forma de boneca, casada, noiva e menina

O mais interessante na adolescência é que ela ganha um boneca, que tem xale, anéis colares de metal que representa o seu novo papel de noiva.

As noivas começam a usar colares de metal e para o casamento as pernas também são revestidas de anéis de metal. Quanto mais bens o marido tem mais argola carrega no pescoço. Essas argola tem um poder místico de conexão com a ancestralidade do feminino. Tudo é feito em tom de cerimônia e ritual de passagem


Sem régua, esquadro ou gabarito, pura inspiração. Essas mulheres são hábeis com as miçangas e revestem tudo na sua estética geométrica, copos, cabos, painéis etc. No início dos tempos da tribo (1880) usavam bosta de vaca e terra para pintar (ikghuphu) com os dedos, e com o tempo passaram a usar pigmento. As casas são coletivas, chamada Umuzi e as meninas aprendem a pintar desde criança.

Essa arte é uma reza, uma conexão com o divino, cada mulher tem uma forma individual de expressão, quanto mais personalidade ela coloca na técnica da pintura e das miçangas mais valorizada é a mulher pela tribo. A Arte Ndebele é um privilégio feminino  e todos os dias as mulheres se encontram para bordar, costurar e pintar, é como se elas continuassem a praticar a tenda vermelha. Se uma menina não sabe pintar os murais e fazer miçangas não se casa. É maravilhoso uma sociedade que valorizar a mulher por sua arte e criatividade. (morri de inveja quero ir pra lá passar o dia todo pintando, ficar toda enfeitada e ser reconhecida por isso.AMEI!!!!!!)

As cores são primarias os grafismos super geométricos e hoje está incorporados objetos do cotidiano. É pra inspirar qualquer artista, designer gráfico. Para a Bia Fioretti a cultura Ndebele é um prato cheio: cultura, tradição, arte, feminino, herança de mãe para filha, é ovalor da essência do feminino na mais pura raiz.

O Alexandre Herchcovitch, andou se inspirando nas africanas Ndebele há alguns anos, nas sua coleção de inverno.

*baseado no livro Cultures South Africa, Peter Joyce, photographs by Roger e Path de la Harpe



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São João em Caruaru, muito mais que forró


Caruaru é considerada a capital do forró e nessa época de São João, o pátio do Forró é uma loucura com milhares de pessoas e bandas que trocam o dia pela noite, além disso tem passarela com desfile de quadrilhas com coreografia e tudo mais, o povo de lá se prepara o ano todo.

Mas existe muito mais São João em Caruaru além de forró, nesse dia 24 de julho comemora-se o dia do Bacamarteiro, (pode até parecer nome de desenho animado) mas são homens enfardados com armas de festim (sem projétil) na mão, como se fossem produtores de rojão.

Essa relíquia vem da época da guerra do Paraguai quando os soldados atiravam pro alto pra comemorar a vitória, a tradição ainda é mantida mas não por soldados de batalhão mas por valentes homens do campo.

Reverenciar o Santo João implica em homenagea-lo com fogo, os bacamarteiros fazem a sua parte, eles chegam de várias regiões do interior de Pernambuco pra saudar o santo e fazem mais barulho que fogos de artifício. O encontro desse ano foi no Sesc de lá.

Apesar deles serem da turma do bolinha as luluzinhas também são bem vindas pra demonstrar a coragem em segurar o tranco do disparo, mas é preciso muita habilidade pra carrega-la manualmente. Eles tem um saquinho com pólvora (amarrado no cinto) e um soquete de metal pra socar o pó lá no fundo do bacamarte.

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Outra tradição de Caruaru é Pífano ou pífaro ou ainda pife, uma pequena flauta transversal, aguda, similar a um flautim, mas com um timbre estridente.

Historicamente, essa flauta era uma forma dos primeiros cristãos saudarem a Virgem Maria nas festas natalinas. Na versão nordestina as flautas formam uma banda bem criativa com um toque nordestino.

Hoje a banda popular ganhou estatus  e se tornou a Orquestra de Pífanos de Caruaru.

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Alem do forró toda Pernambuco se manifesta, em Caruaru, com todas as suas tradições do folclore: encontrei Dança do Boi.

danças dos Pernas de Pau e por toda cidade muitas festas com expressões de alegria e espontaniedade.

Estive em Caruaru a convite da Fernanda, presidente da Associação de Parteiras de Caruaru, que me levou pra conhecer a sua terra além das parteiras do serrado.

Bem, quanto a arena do forró, só mesmo estando lá pra poder explicar. O que vc pretende fazer em junho do ano que vem?

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Pertinho de Deus


vista aérea

Abadia de San Galgano

A ruína de uma Catedral, próximo a Siena na Itália é um dos lugares mais mágicos que já estive, uma história cheia de energia e mistérios. Neste lugar eu tive uma verdadeira vivência de conexão com o divino

Tudo começou quando fui reencontrar uma amiga de escola, depois de mais de 20 anos. Stefania que é restauradora de igrejas da época do “cinquecento” (1500) em Parma. Ela me deu algumas sugestões de passeios, um deles ela descreveu como “um lugar absolutamente inesquecível”. Depois de cruzar muitos campos toscanos chegamos a ruína de um Monastério. Uma CATEDRAL onde só as paredes estão de pé.

 

 

a arquitetúra impressiona pelo tamanho e pela integração na paisagem

 

A suposta cúpula era o céu! O que te deixa mais perto de Deus por não haver barreiras  entre nós e o divino. O piso é de terra batida, a grande mãe terra! Eu tirei os sapatos, fiquei com pés na terra e levantei as mãos pro céu. Os santos e afrescos foram absorvidos pela natureza e plantas, árvores e pássaros atravessam os espaços vazios. O som do bater as assas, do canto dos pássaros ou de crianças que correm como anjos.  A minha experiência foi de me sentir dentro uma moldura que delimitava um solo sagrado, sem me sufocar.

Uma energia incrível, pra mim San Galgano é um portal para uma outra dimensão.

Até aquele momento eu não fazia idéia da história que aquele lugar reservava.

 

 

suspiro profundamente uuuuufffffffffff!

Depois de rezar, chorar, meditar descobri uma pequena capela, no alto da morro ao lado do monastério.

estas são as fotos que tirei

 

 

San Galgano viveu no sec. XII, trocou a vida das lutas e prazeres de um cavaleiro templário para se tornar um eremita. Ele se isolou numa cabana no alto do morro e enterrou sua espada de ferro numa pedra transformando-a em uma cruz (1180). Hoje a espada está protegida por uma redoma. Eu a vi, procurei uma fenda uma marca uma rachadura. 


Algumas lendas dizem que ele chegou a ser um cavaleiro da Távola Redonda. A idade da espada atesta a originalidade da época. Depois de anos construíram um mosteiro em homenagem ao eremita e surgiu um dos braços da igreja católica.


Abadia de San Galgano, século XIII,  foi muito influente na Toscana,  foi protegida, recebeu dinheiro e apoio de Henry VI, Otto IV e de Frederico II. Foram muitas histórias de glórias e conflitos durante o apogeu e a decadência dessa catedral, no século XIV com a fome (1328), praga (1348), que afetou toda hierarquia dos monges.

Em 1781 o teto da igreja desabou; em 1786 um  raio destruiu a torre do sino; o bronze do sino foi vendido por kilo e a abadia foi transformada em uma fundição; em 1789 a igreja se tornou um lugar profano e foi abandonada.

Mesmo tendo sido abandonada pelas ordens religiosas a energia que inspirou o cavaleiro Galgano a se tornar um homem santo continua emanando em todo lugar, ter sentido a magia do lugar antes de saber a história me encantou mais ainda.

Chiusdino

Veja bem nesse 3D a posição celeste da espada entre todos os signos do zodíaco que é percorrido pelo feixe de luz, coincidência?

 

Se você quiser conhecer mais dessa história achei o post do Marcos Machrysller conta toda a história tim tim por tim tim.


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