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Dar o Peito é o Máximo!


Sema Mundial De Aleitamento Materno

de 1º a 7 de agosto

Caludia Leite campanha 2009

Todos os anos mais de 10.000.000 ( dez milhões) de crianças, com menos de 5 anos, morrem no mundo de doenças, que poderiam ter sido evitadas, se elas tivessem, no minimo, sido amamentadas exclusivamente até os 6 meses de vida.

Vanessa Lois e Thiago Lacerda 2007

Em 1990 foi criado pela Organização Mundial de Saúde e a UNICEF, um tratado chamado “ Declaração de Innocenti” para apoiar a amamentação em todo mundo  que tem como base:

• implantar com eficiência os 10 passos para o sucesso da amamentaçãoem todas as maternidades.

• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;

• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

Dira Paes 2008

Pra que tudo isso fosse cumprido foi criado a WABA Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação e a Semana Mundial de Aleitamento Materno, no Brasil o Ministério da Saúde e a Sociedade de Pediatria apoiam a campanha (ainda não lançada a campanha de 2010, quem será a escolhida)

BREASTFEEDING ~ Just 10 Steps! The Baby-Friendly Way

Os 10 passos para se tornar um entidade amiga da Amamentação são:

1. Ter uma política de promoção do aleitamento materno, afixada, a transmitir regularmente a toda a equipa de cuida dos de saúde.

2. Dar formação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.

3. Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.

Luiza Tomé 2003

4. Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.

5. Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas dos seus filhos temporariamente.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou líquido além do leite materno, a não ser que seja segundo indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto: permitir que as mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia.

Isabel Filardis 2001

8. Dar de mamar sempre que o bebê queira.

9. Não dar tetinas ou chupetas às crianças amamentadas ao peito, até que esteja bem estabelecida a lactação.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes, após a alta do hospital ou da maternidade.

Glória Pires 2000

Esse ano será a 20ª semana e ela é simultânea em 120 países do dia 1º ao dia 7 de agosto, As campanhas da OMS são é implantadas em 14 idiomas diferentes, no Brasil é criada uma campanha própria.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno será comemorada em vários eventos pelo Brasil vamos lá dar uma força e divulgar entre as mamães

SÃO PAULO-  no Horto Florestal, na zona Norte, com uma Caminhada de Incentivo ao Aleitamento, que acontecerá no dia 1º de agosto às 10:00h

No RIO DE JANEIRO o evento será no Leme é organizado  pelas AMIGAS DO PEITO, dia 1º de agosto às 9 horas!

Luiza Brunet 1999

Parabéns as mulheres que participaram dessas campanhas com orgulho de amamentar seus filhos e não tiveram vergonha de mostrar o peito publicamente. A brasileira não tem o hábito de amamentar em público, mais uma vez são as atrizes as modelos que inspiram muitas mamães!

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Arquivado em AMAMENTAÇÃO, Bebes e Mamães, de Mãe para Filha, DEUSA DO FEMININO, FILHOTES DE GENTE, Tradição

Kiki de Montparnasse


Essa Alice, sim, é uma Maravilha!

Alice Prin, nasceu em Chantillon-sur-Seine em 1902, aos 15 anos pra fugir do tédio e exaustão do trabalho em uma padaria resolveu aceitar uma proposta de ser modelo. Ahñ??? modelo no início do seculo XX???? Sim modelo nua, daquelas mulheres peladas que posam para pintores. Pelo menos até ser pega em flagrante, por sua mãe que ao ver a cena surta, expulsa e deserdada a menina. Alice, aos 16 anos (1918) foi viver em Paris, precisamente em Montparnasse no meio dos artistas, fazendo o que sabia fazer melhor, exibir o seu corpinho nú.

Alice se tornou Kiki de Montparnasse, a queridinha, a “popular”, a musa inspiradora de todos os artistas. Seu corpo foi retratado de todas as formas, em todos os estilos, estava em todas as exposições. Kiki não era prostituta, ela era liberada e os amantes era ela quem escolhia.

Viveu com vários artistas mas ficou muitos anos com fotografo Man Ray, posou para Kisling, Fujita, Calder,Lerger

Kiki por Kinsilig

Ela foi amiga de Utrillo, Miró, Matisse, Stravinsky, Modigliani e até de Picasso. Ela não vacilava em colocar a sua sexualidade a serviço de seus amigos, mostrava os peitos ou levantava a saia pelas mesas de bar só para arrecadar uns trocados pra algum artista amigo que tivesse necessitado de grana.

Na realidade Kiki foi uma mulher emancipada nos anos 20. Mais do que  libertina a sua maior ousadia foi ter liberdade de expressão.



Ernest Hemingway

Kiki foi musa  inspiradora em quadros, fotos, manifestos. Mas ela também foi uma artista: foi dançarina e cantora de cabaret, fez desenhos e teve sua própra exposição,  escreveu um livro de memórias de infância, que óbvio, o livro foi censurado ( censura até naquela época). Imaginem só, o prefácio de seu livro foi escrito por alguem nada menos que Hemingway: ela era maravilhosa de se ver, sendo seu rosto naturalmente bonito, ela o havia convertido em obra de arte, tinha um corpo prodigiosamente belo e uma voz agradável…. Kiki foi sem dúvida a rainha desse bairro de artista, sonho e destino de milhões de pessoas nos anos 20, e chegou a simbolizar tudo que oferecia Montparnasse”. Naqueles poucos quarteirões,  entre os anos 1900/1930, aquele grupo de artistas mudarar am o conceito da estética, Marcel Duchamp  definiu como “a primeira colônia de artistas verdadeiramente internacional


desenho que Kiki fez dos dois

Kiki, foi amante de Man Ray,  fotografo surrealista, quando se conheceram ela disse: “Conheci um americano que faz fotos incríveis. Vou posar para ele, ele tem uma pronuncia que me encanta e está sempre envolvido em ar de mistério”

Enquanto ela achava isso dele Man Ray dizia pra ela: Kiki não me olhe desse jeito, me faz sentir um estranho!”

Man Ray pediu pra Kiki posar pra ele, ela brincou dizendo que as fotos mostrariam seu pequeno defeito físico, ele insistiu até que finalmente ela aceitou.”Tirei vários retratos concentranto-me em seu rosto. Pronto desisti… outros pensamentos me atormentavam sem cessar. Disse que se vestisse e fomos a um café.

"Le violon d’Ingres" foto Man Ray

No dia seguinte, “Assim que ela chegou, mostrei as fotos e ela ficou muito impressionada e logo decidiu tirar a roupa , atrás de um biombo, enquanto eu arrumava câmera fotográfica  sentado na borda da cama.  Quando ela apareceu, disse que sentasse ao meu lado. A envolvi com meus braços e ela fez o mesmo; nossos lábios se encontraram e nos jogamos na cama. Aquela tarde não houve sessão de fotografia.


Man Ray fotografou Kiki por anos, ele é  dos primeiros artistas a trabalhar sistematicamente com a mesma modelo desse trabalho resultou a série de fotocolagem de  Kiki – uma obra surrealista da fotografia, 1924

Footage de Ki ki from the films of Man Ray and Fernand Leger. For an extra beautiful Kiki experience

filme surealista – i m p r e s s i o n a n t e – foi  feito nos anos 20


Kiki depois dos anos trinta se apaixonou por um arrecadador de impostos que tocava acordeom e piano. No inicio ele ia busca-la na saída de seus shows de Cabaré, depois aos pouco ele a afastou do grupo  e foram fazer shows em Paris, até Kiki ter seu próprio  cabaré Chez Kiki.

O espírito irreverente e desafiador de Kiki está interpretado e exposto em muitos museus pelo mundo. Kiki apesar de  toda sua liberdade sexual, nos oferece, com suas histórias um tempero especial além das cores e dos ollares brisados  que estão congelados nas paredes. Sepre me  perguntei, quem teriam sido essas modelos?

Podemos dizer que Kiki  de Montparnasse foi uma mulher impressionista com espírito e atitudes surrealista.

Bia Fioretti


No mes passado quando saí das Canárias passei 24 horas em Madrid, lá encontrei um livro El Paris de Kiki, enorme pesadissimo mas não resisti. Essa semana nem acreditei qdo vi no caderno 2 do Estadão o lançamneto dos quadrinhos. Se quiser  ler a histórinha dela de uma forma deliciosa e cheio de humor , vá nos quadrinho , se quiser conhecer a historia de Montparnasse, com mapas, convites, as historias de todos os artistas, prefira encomendar o livro, apesar do trabalhão vc fará uma  tremenda viagem !

Kiki de Montparnasse – de Catel Muller e Louis Bocquet – em português -vencedor do Prix Essentiel FNAC em Angoulême, do Grand Prix RTL Comic Strip e do Millepages BD. O livro chega agora ao Brasil pela Editora Record. Mais sobre quadrinhos aqui

ElParis de Kiki, artistas e Amantes 1900 1930 Billy Klüver Julie Martin –Tusquets editores

* base de informação dos textos e imagens dos livros acima, meramente informativo

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Arquivado em EXPERÊNCIA DE VIDA, GLAMOUR, mito, NEM TE CONTO!, SEGREDOS DE ESTADO

O parto da Gisele Bündchen


A mais nova modelo do parto humanizado

meia perna – A primeira vez que vi Gisele Bündchen na mídia faz uns 13 anos, ela estava na capa de uma embalagem de meias de nylon cor da pele, de uma fábrica de meias que já imprimia a sua personalidade no mercado, a Puket, . Eu trabalhava na nova campanha de propaganda dessa marca e recebi uma série de meias-calça, que me surpreenderam porque eram melhores que o padrão do mercado. Na época nas caixas das meias tinham apenas a foto do detalhe de um par de pernas na capa da embalagem.

usávamos de manhã a noite, e sempre com um par extra na bolsa, a qualquer momento puxava o fio

• corpo inteiro – A Puket inovou, quebrou o padrão da época colocou na capa das meias modelos de corpo inteiro, investiu em novas embalagens, e suas meias estavam em modelos lindas e foram clicadas por bons fotógrafos – Assim, a imágem insinuava que Gisele Bündchen estava nua, vestida só com as meia de nylon “nude”, que não apareciam.

Daquele job sobrou alguns produtos para eu usar, realmente eram ótimas, naquela época usávamos, “meia fina” em qualquer ocasião. Eu normalmente trazia ou encomendava as minhas da Century 21, ou pedia pra quem viajava pra NY, tinha uma gaveta cheia dessas meias.

• achados e perdidos – A moda mudou. Outro dia abri a tal gaveta, tipo sem querer mesmo, e achei as meias nylon, algumas ainda estava fechadas, foi aí que me dei conta que aquela jovem da capa da meia Puket era a nossa atualmente famosa Übermodel Gisele Bündchen, no início da carreira. Na época era apenas uma adolescente bonita

Gisele Bündchen nos anos 90

No país do futebol, Gisele Bunchen virou ícone nacional, nós mulheres tínhamos agora um ídolo feminino, pra mim a referencia do imagem das palavras Mulher X Brasil, no exterior, era até então, Carmem Miranda, que nem brasileira era. Digo mulher personalidade, não estereótipo de biquínis recheados de bundas e peitos.

republica das bananas

• caminhada – Gisele passa a ser reconhecida por sua beleza e a personalidade marcante de quem impõe o seu próprio estilo e não precisava desfilar com “bananas penduradas a tiracolo” em todos os sentidos.

Nós, os espectadores, passamos a ter a percepção que ela tinha uma educação cheia de conexões familiares. Era a sua família que aparecia na mídia, não as suas farras e festanças. Quantas mulheres não sentiram orgulho, como se fossemos nós mesmas, que namorássemos o herói do Titanic e o mais legal é que tivemos a impressão que foi ela que dispensou o bonitão.

Gisele Bunchen nos levava ao olimpo ou nos fazia acreditar que uma mortal poderia chegar lá. Ela, um misto Vênus com a autenticidade da mulher do interior.

essa Nossa Sra. do Bom Parto estava na parede da casa da minha avó

• dois pares de pernas – De repente ídolo se casa escondido, protege a sua gestação e quando ligo a TV escuto a chamada do programa que se diz o “show da vida” e que normalmente me arrepia de tanto show de desgraças. Sabe daquela musiquinha que nos faz lembrar que o final de semana acabou? De repente escuto a dita chamadinha mas dessa vez anuncia que a nossa mulher maravilha teve um bebe de parteira na banheira da sua casa. Como assim? Passei o final de semana com a tv ligada atenta na musiquinha.

M A R A V I L H A.!!!!! Ao decidir por um parto natural, Gisele comprova que além de poderosa é corajosa e está mais empoderada. Hoje a recém parida Gisele Bündchen foi porta voz do parto humanizado e com seu testemunho reforça a causa que tanto defendemos na Rede de Humanização do Parto e Nascimento. ReHuNa

• de pernas pro ar – Brasil é recordista mundial no número de cesarianas . A Organização Mundial de Saúde recomenda: só 15% dos partos devem ser cesáreas. Mas no Brasil, nos hospitais particulares, foram 84% no ano passado, de acordo com a Agência Nacional de Saúde. Na rede pública, 31%. Os médicos defendem a cesariana, segundo eles por uma questão de segurança mas Ministério da Saúde questiona essa recomendação, porque para o governo, o parto normal é muito mais seguro para a mãe e para o filho.

• ter os pés no chão – Ouvi uma vez que ter um filho dessa forma, natural e sem anestesia transforma a mulher em heroína da própria vida. No último ano o número de mulheres que, estando em condições clínicas perfeitas para ter parto natural, sem anestesia, dentro de casa – que enfrentou o preconceito social e do sistema de saúde formal e escolheu uma parteira é incrível . Essa opção deixou de ser uma opção de pessoas humildes ou hippies, naturebas, alternativos que se alimentam de amor e uma cabana.

a mulher empoderada mantém os pés para baixo durante o parto, assim não perde a conexão com a mãe terra e nem consigo mesma

Muitas mulheres lindas, colunáveis, de alto poder social, passaram a ter orgulho de mostrar que são mulheres que respeitam seus corpos físicos, espirituais e acima de tudo fisiológicos. E que depois dessa experiência ainda ficaram mais bonitas.

Esse assunto esteve na mídia há um ano quando a modelo Andréa, mulher do ator Marcio Garcia teve o terceiro bebe na própria cama, em casa, com a parteira @heloisalessa, o bebe nasceu com 3,95kg (repare o tamanho da criança) e 50cm , o primeiro filho dela foi cesárea, o segundo parto normal no hospital e esse em casa.

caras.com.br

erik e larissa 4 meses depois da chegada do bebe

A também modelo Larissa Burnier casada com o ator Erik Marmo, teve o Daniel de parto normal e em casa, também com a @heloisalessa, o bebe nasceu com 54 centímetros e 3,8 kg.

• Hoje sinto o meu dia ganho. Gisele Bündchen relata o nascimento do seu filho na água. Parir com uma parteira e na água é uma prática muito usada fora do Brasil. O bebe já estava dentro da água quando estava na barriga da mãe. Quando nasce ele ainda está respirando através do cordão umbilical por isso não se afoga. O bebe só passa a respirar pelos pulmões quando o cordão é cortado. Nesse vídeo abaixo, filmado pelo Dr. Miguel, da Clinica la Primavera, no Equador, pode-se ver como é um parto na água – É LINDISSIMO!  NÃO PERCA, É UMA POESIA, o parto de Gisele Bündchen deve ter sido semelhante

• pôs as pernas pra fora – Nesse domingo, escutamos um verdadeiro Show da Vida com o relato fantástico da nossa superpoderosa modelo Gisele Bündchen, que aparece exatamente quando acaba o resguardo (6 semanas). Ela coloca com perfeição e simplicidade as questões do tempo do parto (8 horas é muito bom para 1º filho), da conexão com a mãe – ancestralidade – não delega para 3º. Ela fala da esperança e desejo de imaginar que a cada contração o bebe estaria chegando mais perto dela, assim ela transformou a dor. reveja a entrevista do Fantástico

• desnuda de corpo e alma – A menina da capa das meias de nylon, se coloca inteira, Gisele Bündchen se despe e nos mostra a pureza do seu espírito, se coloca assim conectada como um modelo, não de passarelas, mas modelo do Universo Feminino, assim com a mesma importância, força e a coragem se colocaram as “veteranas” Andrea e Larissa quando decidiram ter filhos de forma natural.

Todas essas modelos profetizam no seus relatos a Ciência do Início da Vida, tese escrita e defendida pela renomada psiquiatra Dra. Eleanor Madruga Luzes, esse trabalho está disponível para lido, copiado e divulgar no link acima e todo mundo deveria conhecer.

Agora, com essa grande bandeira hasteada, em pleno horário nobre, sigamos passo a passo esse modelo de vida.

E eu, Bia Fioretti, dentro desse universo feminino, caminho pé ante pé para registrar essas histórias no projeto Mães da Pátria .Dediquei todo esse final de semana a esse post, na esperança de encorajar cada vez mais mulheres a viver, com segurança, essa experiência. Desejo, em curto espaço de tempo, que a população de deusas do feminino e de bebes iluminados aumente, para assim termos o nosso planeta + feliz, + protegido e + respeitado.

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