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O olhar em lugares distintos

Pachamama – a grande Deusa


ícone da Pachamama é representada pela renovação, parindo um mundo novo.

1º de agosto, hoje é o dia da Pachamana.

Para os andinos é a mãe Terra. Palavra do quíchua, língua dos índios peruanos, mas Pachamana é mais do que uma palavra, significa viver em harmonia total com o planeta.

Pacha = universo, mundo, lugar, tempo / Mama= mãe / Pachamama = a abundância de tudo

É a fonte, é abundância, é renascimento do planeta. É a vida, as estações do ano, a fecundidade, os ciclos morte e renascimento – Pachamama é a semente, É parir a si mesmo, a continuidade da vida

Conectar-se com a grande mãe é se conectar com a abundância da vida

As montanhas do Himalaia representam a irradiação magnética do masculino, enquanto qua a Cordilheira dos Andes é o polo do feminino.

Segundo os Andinos, uma das mudanças previstas pra 2012 é completar a troca da polaridade da energia do planeta. Até poucos anos o planeta foi regido pela energia  masculina localizada no Himalaia, que favorecia o desenvolvimento da razão,  tecnologia e ciência, essa força agora,  está sendo levada apara um 2º plano. A gora desperta nos Andes uma fonte  feminina, o planeta não estará com seu foco em conquistas do desenvolvimento racional e sim dará o lugar à energia de social de proteção. 

O planeta passará ser regido pela energia de transformação e germinação. Pachamama é a mãe dos homens, ela amadurece os frutos, multiplica o ganho, acaba com as pragas e traz sorte aos lares.

Isso não é uma questão de genero entre homens e mulheres, as mulheres não serão melhores que homens ou vice-versa,  é uma energia da preservação, do cuidado com o planeta e com as pessoas. O desenvolvimento tecnológico será para proteger, reciclar, transformar  e não destruir o meio ambiente.

Será que isso já não começou?

Os andinos fazem oferendas, milho, comida cozida, folha de coca, tabaco, cerveja, doces enterrados enterrados perto de casa.

Diz a lenda que Pachamama é uma velha senhora, e quem a vê retorna aos Andes.

Senti a presença dela enquanto debulhava o milho, nessa foto em uma feira livre, em Otavalo no Ecuador ! O que você acha?

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Animado, Anima Mundi 2010


As férias de julho terminam com chave de ouro, Anima Mundi em São Paulo, desde quinta 20/07 estamos aproveitando ao máximo.(Eu nunca tinha ido ao Memorial da America Latina, é mais fácil do q eu imaginava, o lugar é bem legal e com boa infra, venci a barreira de chegar lá.)

As oficinas são bem interessantes. Eu, e o Pedro (12 anos) escolhemos uma oficina de massinha, onde na entrada se formavam os grupos, o nosso foi o Daniel (10 anos) e a Flavia Nascimento, Rodrigo (13 anos), Priscila. Olha só o resultado de uma hora de trabalho, o roteiro e o nome foram iniciativa das crianças. O programa que faz essa animação é bem simples e se chama MUAN, versão 8.3 (plataforma Linux) dizem que é só baixar. Valeu, Henrique Köpkg, orientador do grupo, as crianças  tiveram uma grande experiência e nós tbem, confira aqui:

Longa de animação : Vimos o filme australiano “Max & Mary” UMA AMIZADE DIFERENTE  de Adam Elliot’s,  vencedor do Oscar Award “Hervey Krumpet “.  O texto é incrível, a animação tbem, vc entra totalmente na história q me parece ser real. Ela aborda a Sindrome de Asperger, um tipo de autismo que resulta e dificuldade de realcionamento, dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados.  Um papo bem cabeça, numa linguagem muito fluida, não é bem pras crianças, tive que explicar um montão de coisas. Amei, recomendo! veja o trailer

venceu melhor longa metragem, juri popular Rio e São Paulo

Curta de animação

“Eu Queria Ser um Monstro” – Direção de Marão – Escolhido Melhor Filme Brasileiro no Anima Mundi Rio 2010 – Produzido por: Marão Filmes e Rocambole Produções –

” Margarita”  direção  Alex Cervantes – Esse filme espanhol com toda sua ingenuidade cativou a platéia infantil, muito bem executado.

mas pra mim o desenho mais rico graficamente foi dessa diretora húngara, Maria Horvath não achei o link do filme : Contos Húngaros que passou na mostra mas achei esse aqui.

ESSE NÃO PASSOU NA AMOSTRA, mas dá pra notar o talento da diretora

Ainda é uma ótima dica pro final de domingo, o Anima Mundi fica até as 22:00h e hoje é o dia da premiação. Corre que dá tempo!

OS PREMIADOS do ANIMA MUNDI

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Quem ganhou a copa foi a África do Sul


pelada na praia em Durban mas poderia ser em Copacabana

A Espanha levou a taça da Copa do Mundo 2010, mas quem realmente ganhou com a copa foi a África do Sul.

Os espanhois mereceram o título, valeu para unir um país tão dividido em torno de uma só bandeira, é como um balsamo pela crise que estão passando. Fui a Madrid, em março de 2010, realmente só se avalia de perto como é grande o desemprego e como o poder aquisitivo foi afetado.

paisagem em terras Zulu

Mas também estive na África do Sul, um país movido da paixão pelo Rugby, quem gostava de  futebol era uma pequena minoria

vista de Pretória, olha a bola na antena de TV

Por ironia do destino, a Holanda (o país de orígens dos africâneres) estava na final, aqueles que faziam a apologia do Rugby e não entendiam nem as regras do futebol,  agora torciam fervorosamente por seus ancestrais. A Holanda significa para os africâneres o que Portugal representa para os brasileiros (a população de imigrantes na África do Sul, desde sec.XVII é formada por holandeses, alemães e ingleses).

Jacarandás nas ruas de Jbourg

Há alguns meses a maioria de nós imaginávamos que a África do Sul era o território de animais selvagens, mas lá também tem pinguins e leões marinhos ( dá pra acreditar?). Poucas pessoas sabiam como eram as cidades, as praias com o surf, a série de  farois no oceano, as marinas, as montanhas. Quem diria que Jbourg e Capetown era tão frio e chuvoso. Os estádios magníficos, automatizados, os aeroportos totalmente repaginados, as estradas ampliadas. Isso tudo a um custo de muitos cortes (só quero ver como será por aqui), ouvi falar na redução do investimento da saúde e educação. A conta pra pagar agora é bem grande.

Durban tem a maior colonia hindú fora da India e muitos mulçumanos tbém, vc vê pessoas de todas as raças cores e nacionalidade andando na orla da praia

Em maio, a população temia pela segurança das ruas, mas pelo que foi dito na TV, durante a copa, as cidades estavam super policiada, mas escutei de alguns amigos que estão lá o temor deles na hora que os turistas forem embora.

Table Mountain, Cape Town, a montanha que tem o topo plano naturalmente, linda!

Hoje a África do Sul saiu das páginas de esporte, volta para as noticias de cidadania e  diretos humanos e pra nós também passa para o caderno de turismo e meio ambiente. O Soweto deixa de ser o lugar da luta pelos direitos humanos e passa também a ser um lugar de confraternização. Durban e Port Elisabeth deixam de ser visto apenas pelo oceano Índico e ganha um foco ocidental.

a vista da Table Mountain

Cape Town no postal da sua Table Mountain e a peninsula do Cabo da Boa Esperança (dos lugares mais lindos que já estive) foram declarados, por Nelson Mandela, no dia do meio ambiente “ Um presente da Terra”, a  África do Sul é signatária da Convenção da Diversidade Biológica, onde  tive contato com florais medicinais que são extraídos de flores que só nascem nesse lugar.



Nelson Mandela não foi na abertura dos jogos, mas nos contagiou na final, prestes a comemorar 92 anos, com o carisma do verdadeiro anfitrião dos direitos humanos. A ONU declarou  18 de julho o dia Internacional de Direitos Humanos. O topo da montanha totalmente plano pode ser uma metáfora perfeita, de um cnário para ser colocado todas as nações num mesmo nível de igualdade de direitos

“Por isso essa montanha, pela península, e por toda vida contida nela, nutre, protege e inspira essa preciosa gema natural do mundo, que nunca seja esquecida. Essa montanha e essa península pertence a todos nós, nos temos o mesmo compromisso e acreditamos que com esse cuidado e proteção de todos nós de todos que vieram antes e de todos que virão depois.”

Depois de julho de 2010 as vuvuzelas gritaram alto, todos nós sabemos reconhecer a bandeira da África do Sul: com sua somatória de cores. Nós ganhamos um novo horizonte e eles ganharam uma projeção e divulgação de todo seu patrimonio físico e humano.





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Senhoras Super Poderosas, no centro de São Paulo


“The difference between men and boys is the price of their toys”

hoje no Pateo do Colégio (no centro de São Paulo) se transforma no pátio da história do motociclismo brasileiro


7:30h, manhã fria de domingo chegou cedo para uma série de matronas empoderadas de duas rodas que se preparavam para atravessar a cidade no fôlego do sua idade.

Harley Davidson motor "Panhead" 1949

Fortes e vigorosas, polidas e de banho tomado, estas senhoras motocicletas, ícones de muitas gerações, saíram de suas garagens, sem ratear, para mais uma aventura. (Encontrei essa deusa numa rua perto de casa e não resisti segui essa raridade porque não podia acreditar que ainda pudesse andar Harley Panhead)

Pra se manterem divas, elas dependem exclusivamente de seus valentes cavaleiros que não perderam o romantismo pela mecânica de uma motocicleta e se dedicam horas a fio a cada peça, encaixe e conexão para manter a juventude dessas relíquias. Esse bravos e preciosistas artesões se deliciam nesse prazer, quase sexual, de reverenciar uma moto antiga, sabem concertá-las no meio da estrada, improvisam soluções e numa relação simbiótica mantém -se fiel a velha companheira. Por mais trabalhosas ou caprichosas que elas sejam um não abandona o outro.( Sinto pela nova geração, as motos eletrônicas perderam esse glamour e criatividade, elas podem oferecer mais conforto mas não mantém vínculos tão poderosos com seus donos. Para essas nobres anciãs sobreviverem por mais algumas décadas jovens guardiões precisarão aprender “mecânica como um velho ofício ).

Na chegada ao  centro da cidade,  elas não pareciam tão idosas assim, Poderíamos até nos perguntar de que ano  seria essa foto? O cenário era perfeito, um filme de época.

A medida que se aproxima da Praça da Sé, outras tantas respeitadas anciãs de duas rodas se aproximam alvoroçadas com seus roncos bem particulares e enfrentam a valentia da prospota desse encontro que é: ” todas chegassem rodando e não sobre uma carreta”. O que faz que seus guardiões tenham mais cuidado ainda com a manutenção delas.

A cada esquina a festa promete mais espetáculos, os colecionadores capricham na apoteose de suas divas.

7º Encontro de Motos e Cia 2010, o idealizador do evento é Antonio Carlos Lopes, o encontro é  organizado pelo site http://www.motoecia.com.br, desde 2004, quando reuniu 300 motocicletas na área externa do Pateo do Colegio.

Desde então o evento cresceu, e na última edição reuniu mais de 1000 motocicletas e um público de 12 mil pessoas. Todas as fotos são de hoje, elas foram tiradas as 8:00 da manhã, desde cedo já estava bem badalado, tinha uma energia incrível e o melhor é gratuito. VALE A DICA PRO DOMINGÃO – todos estarão lá até as 16:00h.

2º PARTE

 – Não resisti e voltei depois e foi impressionante a quantidade de motocicletas antigas e de visitantes.

As antigas ficaram no pátio do lado de dentro, mas uma multidão de apaixonados por motos dominavam o lado de fora com suas poderosas de todas as idades.

originalidade é que não faltava, o pessoal levou a risca a proposta do evento

(Eu não consegui descobrir porque a palavra motocicleta é feminina, mas que é maravilhoso ver um bando de homens cuidando e paparicando dessas velhas senhoras, me fez gosto mesmo sendo só pela questão do gênero da palavra motocicleta).


Hoje dia três de julho 2011,a invasão de motocicletas clássicas no páteo do Colégio para o 8º Encontro Moto e Cia Classic promete ser o maior encontro do país, deste gênero.

O evento é organizado pelo site Moto e Cia (www.motoecia.com.br), e espera reunir mais de 900 motos clássicas, além de um público estimado em 12 mil pessoas

Para participar o motociclista precisa comparecer ao local do evento com sua motocicleta clássica, fabricada até 1979. Não há taxa de inscrição e a entrada é gratuita.

Endereço: Praça Pateo do Collegio, 02 – Centro de SP
Horário: A partir das 8hs
Entrada: Gratuita
Informações: http://www.motoecia.com.br ou 0800 015 43 21


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Vida de Garupa


Depois de ter fotografado 1.000 mães amamentando em Santos,  que tal fotografar 10.000 motocicletas juntas em Minas Gerais?

Um grupo motociclistas que adoravam Harley Davidson foram incentivados por um homem conhecido por Berg e escolheram Tiradentes como ponto de encontro para os amigos que vinham do Rio, Belo Horizonte e São Paulo. Esse encontro se tornou o clássico do clássico já que ter uma Harley é um ícone

O que começou com um grupo de 35 amigos em 1991, no ano seguinte já eram mais de 200 motos e hoje, 17 anos depois, já chega há 10.000 motos e 25 mil pessoas, sempre no último final de semana de junho.

nada melhor que passar a viagem com uma câmera na mão

Quinta- feira, nos encontramos no posto da Trabalhadores às 8:30 da manhã, o maior frio e eu com uma gripe danada. Eu poderia ter ido de carro com as mulheres de alguns amigos, mas do que vale uma viagem de moto se não enfrentar a garupa, faça chuva ou faça sol?

muitos pedágios na Trabalhadores e Dutra

No início da viagem estava muito frio pra mim. A Dutra é sempre muito tensa: caminhões, transito, mas ao entrar em Canas ( perto de Cachoeira Paulista) a viagem fica linda

Cruzar a Serra da Mantiqueira é maravilhoso, a estrada estava ótima, vazia, o asfalto sem buracos, o dia lindo e a temperatura começou a esquentar.

essa é minha parte favorita da viagem

Ser garupa normalmente é um papel bem feminino, (ainda não vi o inverso), tenho duas amigas que pilotam suas Harleys, acho o máximo mas não tenho esse pique. Adoro estar atrás, sentir o vento no rosto, vários cheiros diferentes, perceber o movimento do sol, adoro observar as sombras da moto projetada na paisagem.

Nós atravessamos várias cidadezinhas, todo mundo sai na janela pra ver o comboio, as crianças dão tchauzinho, os homens brindam com um copo de cerveja na mão, alguma mulheres olham de lado desejando estar também numa garupa.


Andar de motocicleta tem um “Q” de potência, de virilidade e de desafio, estar sendo guiada é uma experiência de papéis bem definidos do masculinos e feminino. Mesmo eu que  trabalho, me sustento e sou independente, gosto muito de estar sendo guiada e não ter que me preocupar. (É apenas uma manifestação do ser feminino).

A chegada a Tiradentes é junto com o cair da tarde, ficamos na pousada de charme Alforria, o Valério sempre nos recebe com chá de Erva cidreira natural e biscoitinhos caseiros. Nós ainda estávamos cheirando a gasolina, tomamos o chá quentinho tiramos as roupas de couro e a recompensa com um banho . Depois o encontro é no escrtório, apelido do bar Conto de Reis” pra tomar cachaça de Salinas.

A cidade fica lotada, as pousada são reservadas com 1 ano de antecedência, muitos estandes, badalação e o melhor são os ótimos restaurantes, bem requintados. Tiradentes é um dos pontos gastronômicos do país, vale a pena ir  pra lá, tem opções para todos os gostos. A arte e o artesanato são preciosos também, imperdível é a ida a Bichinho comer a comidinha mineira do restaurante da Angela também, lá foi o lugar que começou a Oficina de Agosto.


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“Isso eu aprendi com minha mãe”


O feminino, na África, manifestado com toda sua energia

Ndebele uma tribo dissidentes dos Zulus do século XVII desenvolveu uma arte tribal maravilhosa, é expressionista, geométrica, colorida e preto e branca, precisa, criativa; são casas, roupas, acessórios, muitos grafismos com significado e importância. Passar de mãe para filha é a lei das Ndebele.

as meninas de miçangas

Ao nascer as mães Ndebele colocam na cintura do bebe um cordão de miçangas brancas, a medida que cresce aumentam as cores das contas que ão trazendo diferentes significados até a maturidade.

As meninas, usam uma saia com franjas toda feita de miçangas, colares e tornozeleiras tbem com miçangas e só com a puberdade elas passam a usar outros materiais couro ou metal e muda de status no vestuário.


3 momentos da mulher em forma de boneca, casada, noiva e menina

O mais interessante na adolescência é que ela ganha um boneca, que tem xale, anéis colares de metal que representa o seu novo papel de noiva.

As noivas começam a usar colares de metal e para o casamento as pernas também são revestidas de anéis de metal. Quanto mais bens o marido tem mais argola carrega no pescoço. Essas argola tem um poder místico de conexão com a ancestralidade do feminino. Tudo é feito em tom de cerimônia e ritual de passagem


Sem régua, esquadro ou gabarito, pura inspiração. Essas mulheres são hábeis com as miçangas e revestem tudo na sua estética geométrica, copos, cabos, painéis etc. No início dos tempos da tribo (1880) usavam bosta de vaca e terra para pintar (ikghuphu) com os dedos, e com o tempo passaram a usar pigmento. As casas são coletivas, chamada Umuzi e as meninas aprendem a pintar desde criança.

Essa arte é uma reza, uma conexão com o divino, cada mulher tem uma forma individual de expressão, quanto mais personalidade ela coloca na técnica da pintura e das miçangas mais valorizada é a mulher pela tribo. A Arte Ndebele é um privilégio feminino  e todos os dias as mulheres se encontram para bordar, costurar e pintar, é como se elas continuassem a praticar a tenda vermelha. Se uma menina não sabe pintar os murais e fazer miçangas não se casa. É maravilhoso uma sociedade que valorizar a mulher por sua arte e criatividade. (morri de inveja quero ir pra lá passar o dia todo pintando, ficar toda enfeitada e ser reconhecida por isso.AMEI!!!!!!)

As cores são primarias os grafismos super geométricos e hoje está incorporados objetos do cotidiano. É pra inspirar qualquer artista, designer gráfico. Para a Bia Fioretti a cultura Ndebele é um prato cheio: cultura, tradição, arte, feminino, herança de mãe para filha, é ovalor da essência do feminino na mais pura raiz.

O Alexandre Herchcovitch, andou se inspirando nas africanas Ndebele há alguns anos, nas sua coleção de inverno.

*baseado no livro Cultures South Africa, Peter Joyce, photographs by Roger e Path de la Harpe



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São João em Caruaru, muito mais que forró


Caruaru é considerada a capital do forró e nessa época de São João, o pátio do Forró é uma loucura com milhares de pessoas e bandas que trocam o dia pela noite, além disso tem passarela com desfile de quadrilhas com coreografia e tudo mais, o povo de lá se prepara o ano todo.

Mas existe muito mais São João em Caruaru além de forró, nesse dia 24 de julho comemora-se o dia do Bacamarteiro, (pode até parecer nome de desenho animado) mas são homens enfardados com armas de festim (sem projétil) na mão, como se fossem produtores de rojão.

Essa relíquia vem da época da guerra do Paraguai quando os soldados atiravam pro alto pra comemorar a vitória, a tradição ainda é mantida mas não por soldados de batalhão mas por valentes homens do campo.

Reverenciar o Santo João implica em homenagea-lo com fogo, os bacamarteiros fazem a sua parte, eles chegam de várias regiões do interior de Pernambuco pra saudar o santo e fazem mais barulho que fogos de artifício. O encontro desse ano foi no Sesc de lá.

Apesar deles serem da turma do bolinha as luluzinhas também são bem vindas pra demonstrar a coragem em segurar o tranco do disparo, mas é preciso muita habilidade pra carrega-la manualmente. Eles tem um saquinho com pólvora (amarrado no cinto) e um soquete de metal pra socar o pó lá no fundo do bacamarte.

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Outra tradição de Caruaru é Pífano ou pífaro ou ainda pife, uma pequena flauta transversal, aguda, similar a um flautim, mas com um timbre estridente.

Historicamente, essa flauta era uma forma dos primeiros cristãos saudarem a Virgem Maria nas festas natalinas. Na versão nordestina as flautas formam uma banda bem criativa com um toque nordestino.

Hoje a banda popular ganhou estatus  e se tornou a Orquestra de Pífanos de Caruaru.

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Alem do forró toda Pernambuco se manifesta, em Caruaru, com todas as suas tradições do folclore: encontrei Dança do Boi.

danças dos Pernas de Pau e por toda cidade muitas festas com expressões de alegria e espontaniedade.

Estive em Caruaru a convite da Fernanda, presidente da Associação de Parteiras de Caruaru, que me levou pra conhecer a sua terra além das parteiras do serrado.

Bem, quanto a arena do forró, só mesmo estando lá pra poder explicar. O que vc pretende fazer em junho do ano que vem?

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